“Proyecto Travesía” do Chile retorna ao Conde para construção de caiçara coletiva para pescadores na Praia do Amor

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O grupo é formado por 40 pessoas, entre estudantes, professores e assistentes do Chile e de outros países - incluindo, este ano, uma professora brasileira - Foto: Divulgação

Considerado um dos mais importantes projetos de resgate cultural e intervenções arquitetônicas e urbanísticas na América Latina, o “Proyecto Travesía”, da Pontifícia Universidad Católica de Valparaíso e da Escuela de Arquitectura y Diseño do Chile retorna ao Conde para a realização de mais um trabalho em conjunto com a Prefeitura Municipal. Entre os dias (25) de novembro e (8) de dezembro, uma nova caiçara será construída para os pescadores locais na Praia do Amor

O grupo é formado por 40 pessoas, entre estudantes, professores e assistentes do Chile e de outros países – incluindo, este ano, uma professora brasileira. A ação também integra as atividades da escola de Experimentação arquitetônica Ciudad Abierta, que funciona em Valparaíso, terceira cidade mais populosa do Chile. Criada em 1970, a Ciudad Abierta compõe o conjunto de instituições das faculdades Pontifícia Universidad Católica de Valparaíso e da Escuela de Arquitectura y Diseño.

A prefeita Márcia Lucena comemora mais uma parceria com o Travesía. “Como ficamos felizes em acolher mais uma vez nossos amigos e amigas que desenvolvem um trabalho tão maravilhoso como esse do Proyecto Travesía. Ano passado eles estiveram pela primeira vez em nossa cidade e agora temos a honra de recebê-los para a construção de uma nova caiçara, que vai facilitar o cotidiano de nossos pescadores, com um espaço amplo e estruturado para que eles possam realizar suas atividades de forma regular”, destacou a prefeita.

O secretário de planejamento, Flávio Tavares destacou que “a oportunidade da construção de uma nova caiçara pelo Travesía marcará uma nova fase para os pescadores que perderam suas caiçaras em função de um processo ambiental, já que o grupo é internacionalmente conhecido pela sua integração social com as comunidades envolvidas e pelo apelo estético dos seus projetos, principalmente por meio das construções em madeira, daí o convite feito ao grupo, que de imediato aceitou mais este desafio”, disse.

O trabalho será realizado em conjunto com os pescadores, que participaram de reuniões com a equipe da Seplan e participarão ativamente da construção de seu novo espaço de trabalho. Este ano a Oficina Espacial, um escritório de arquitetura, urbanismo e marcenaria que fica em João Pessoa, no Centro Histórico da capital e atua desenhando e executando projetos arquitetônicos, cenográficos, entre outros, será parceiro no desenvolvimento da proposta de construção da caiçara.

Raíssa Monteiro, Coordenadora de Planejamento Territorial da Seplan ressalta “a importância da cooperação e da troca de saberes entre a prefeitura, a universidade e a comunidade para a construção dos espaços de relevância socioeconômica no município, como é o caso das caiçaras, que beneficiam diretamente a manutenção da pesca artesanal”.

Secom Conde