Por Mariana Oliveira

Redução da oferta de cruzeiros marítimos leva o setor a repensar estratégias para impulsionar o mercado

 

O Brasil tem hoje 10 navios de cruzeiros para o turismo náutico, metade do que havia há quatro anos. A diminuição da oferta de embarcações foi tema de painel realizado nesta sexta-feira (10) durante a 38ª Aviesp – Expo de Negócios em Turismo, em Campinas.

O segmento movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão no ano passado e gerou 15.465 postos de trabalho, com grande impacto na economia do país. Os cruzeiros ainda são considerados a melhor relação custo-benefício por 69% dos clientes quando o assunto é viagem de lazer.

O presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), Marco Ferraz, relacionou o momento vivido pelo segmento com a falta de uma legislação clara e os altos custos de mercado. A mesma percepção foi relatada por representantes do setor que participaram do painel, presidentes da Pullmantur, MSC, Costa Cruzeiros, e Royal Caribeann.

Para o ministro do Turismo, Vinicius Lages, o litoral brasileiro tem potencial para se desenvolver e, por isso, o turismo náutico está na agenda prioritária do Ministério. Lages destacou a importância de discutir o tema em um congresso de agentes de viagens, já que 95% das vendas desse produto são feitas por esse segmento.

“O setor amadureceu, mas precisamos avançar. Precisamos ter onde ancorar. Temos que explorar mais nossa costa: cidades como Pernambuco, Florianópolis e Manaus. Temos uma batalha pela frente: uma rota fluvial enorme, mas temos que checar as condições econômicas. O turismo náutico é uma das melhores frentes de crescimento que temos e o MTur está empenhado em fazer isso acontecer”, disse Lages.

Clique aqui para ouvir declaração em que o ministro Vinicius Lages defende a ampliação do turismo náutico e frisa o potencial de desenvolvimento do setor.

Ascom MTur
Foto: Themires Ferreira