Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba – Foto: Roberto Guedes / Divulgação

A Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba apresenta um programa rico, diversificado e muito divertido, no sexto concerto oficial da Temporada 2015. No repertório se canta uma bela valsa, o brasileiríssimo concerto para violino concedido graciosamente à Jovem para a estreia da solista Ana Carolina Petrus, música francesa inspirada na inocente infância e um Danzon mexicano. Trata-se de um verdadeiro convite à dança em pleno concerto. A regência é do maestro Luiz Carlos Durier (titular da OSJPB). A apresentação acontece hoje, quinta-feira (15), às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira. A entrada é gratuita.

O concerto abre com a “Valsa N° 2 de Dmitri Shostakovich” que fez parte da “Suíte Jazz n°2”, escrita para a recém-fundada “State Jazz Orchestra” de Victor Knushevvtsky. A partitura original foi perdida na Segunda Guerra Mundial e graças a uma versão para piano encontrada em 1999 por Manashir Yakubov é ouvida e celebrada por todos. Essa linda e original música ganhou muitas orquestrações em todo o mundo devido a sua positiva e bem-humorada melodia. A Jovem apresenta a orquestração realizada pelo brasileiro Rogério Vieira.

O divertido “Concerto para Violino e Orquestra de Cordas, Op. 40” do compositor gaúcho Dimitri Cervo faz parte da Série Brasil 2010. O bom gosto e a beleza foram organizados com muito estilo para divertir o solista, a orquestra, e principalmente, o público ouvinte que será capaz de exercitar a memória, com lembranças da nossa música, assim como, da música barroca. Esta obra é um exemplo de que o pós-modernismo pode produzir música acessível e de grande beleza.

A maravilhosa “Suíte Dolly, Op. 56” do francês Gabriel Fauré foi inspirada em Hélène Baudac, filha de uma cantora que lhe causou grande fascinação e admiração quando esta brincava em seu jardim. A música é escrita originalmente para piano a quatro mãos, que ganhou uma bela versão orquestral pelas mãos de Henri Rabaud. Uma canção de ninar doce e angelical inicia a suíte. “Mi-a-ou” é uma valsa viva e enérgica. No terceiro apresenta uma canção apaixonada e reverencia o Ano Novo de 1895. O quarto número retrata em tempo de valsa as brincadeiras com o cãozinho Kitty. A emoção e paixão invadem o quinto movimento intitulado Tendresse. A suíte termina com uma incursão pela Espanha e suas atrações exóticas e musicais. A música vibrante favorece uma grande e colorida orquestração, basta se deixar levar.

Danzon tem um significado muito grande para os mexicanos, sua origem está na Habanera, por isso tem relação muito próxima do Tango. O “Danzon n. 2 de Arturo Marquez”, de sensualidade latente teve sua estreia em 1994, e desde então, se tomou um grande sucesso e por isso é apreciada em todo o mundo. A composição é construída sobre um belo e elegante tema enunciado pelo clarinete e se irrompe por toda a orquestra deixando todos em estado de êxtase. Todo trabalho termina de forma triunfal.

“O trabalho da Jovem é formar músicos jovens, dando a estes, a oportunidade de aprender tocando e interagindo com o público.  A escolha do repertório é importante para que todos tenham a máxima experiência em estilo e gênero. E com isso desfrutar grande aprendizado que levará para a vida profissional. A paixão e seriedade que o trabalho musical necessita”, disse Durier.

Serviço:

Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba – 6º Concerto Oficial – Temporada 2015

Solista: Ana Carolina Petrus (violino)

Regência: maestro Luiz Carlos Durier (titular da OSJPB)

Data: quinta-feira (15)

Horário: 20h30

Local: Sala de Concertos Maestro José Siqueira (Espaço Cultural José Lins do Rego)

Entrada: gratuita

FUNESC
Fotos: Divulgação