Escritora Marilza de Melo Foucher lança “Quase-Poemas” nesta terça (12) na Bodega Arte e Café

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A editora Escaleras lança o livro Quase-poemas, da escritora Marilza de Melo Foucher, em João Pessoa, nesta terça-feira (12), a partir das 19h, no A Bodega Arte Café, nos Bancários

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De acordo com o escritor, cineasta, ensaísta, dramaturgo Marcio Souza, o verso de Marilza, a seu modo, muitas vezes correm ao longo da fronteira em que a poesia e a prosa se olham de frente. Seus poemas registram momentos dos abalos sísmicos da política francesa e os tremores de malária da política nacional. Há belos e bucólicos momentos poéticos que rememoram as estações do ano, mas de todos os poemas ressalto um de seus versos, o que vem com um título ousado: “A teimosia dos utópicos”. Eu diria que é a celebração dos amigos comuns, renitentes que somos em abandonar nossa militância pela justiça. O poema que aqui destaco tem uma singeleza que só os espíritos puros são capazes de ousar versos num momento histórico de ilusões e exacerbado capitalismo.

SOBRE A AUTORA

Marilza de Melo Foucher, graduação em Administração, pós-graduação em Geografia, mestrado e doutorado em Geografia e Economia-Sorbonne-Paris, vive na França há quarenta anos (dupla nacionalidade) e é casada com o francês Pascal Foucher. Ambos tiveram duas filhas (Maira e Taina) e dois netos (Gabriela e Hélio).

Depois de aposentada, Marilza passou a atuar no jornalismo político e internacional, colaborando desde 2008 com o Jornal Mediapart-Paris, onde já escreveu uma centena de artigos.

Admiradora de seu primo amigo, poeta Thiago de Mello, e de seu pai Mario Diogo de Mello, que também era poeta. Seu pai gostava de declamar em voz alta, de modo teatral, os grandes poetas brasileiros e portugueses, a poesia fazia assim, parte de seu cotidiano e Marilza se sentia embalada pela sonoridade das palavras.Na adolescência, por exemplo, se correspondia com seu pai fazendo uso da literatura de cordel. Depois veio o gosto pela poesia modernista.

Certamente, foi graças ao pai que Marilza adquiriu paixão pela leitura e foi graças aos livros que ela se liberou da influência conservadora paterna. A poesia os unia, porém, a política fazia o contrário. A literatura, a poesia, a política da cidadania, forjaram sua personalidade. A utopia alimenta até hoje a vovó subversiva, que continua a sonhar com um mundo fraterno cheio de poesia… Hoje ela não sabe se escreve poemas. Por essa razão, denominou-os de quase-poemas, semente e frutos de seu ócio criativo. Um momento intimista que a inspiração aflora, enquanto ela mentalmente dança e brinca com a sonoridade das palavras.

Serviço:
Lançamento livro Quase-poemas
Data: 12/03 terça-feira
Local: A Bodega Arte Café (R. Cel Artur Américo Cantalice, 197, Bancários – João Pessoa)
Horário: 19h

Assessoria