Na foto: Casarão “de época”, localizado no lago

Por Rose Lucena

Escrevi este texto no domingo, dia da premiação do Oscar, o prêmio mais esperado para os amantes do cinema e confesso que estou torcendo  porque – até então, o evento não aconteceu – pelo ator Leonardo DiCaprio. Espero que desta vez o mesmo não vire um meme nas redes. (risos). E, como não poderia deixar de falar algo relacionado ao mundo do cinema, já que a semana merece, resolvi focar em dos muitos cenários escolhidos por tantos diretores, como background para suas obras cinematográficas – os lagos italianos.

Quem vem ao norte da Itália, principalmente ao eixo, Milão – Verona,  aconselho  incluir, em seu roteiro de viagens pela Itália, os três maiores lagos: Maggiore, Como e Garda, como passagem obrigatória, já que não se arrependerão do que verão – o quesito beleza nesses lugares.

Ponto de partida para o passeio pelo Lago
Ponto de partida para o passeio pelo Lago

Os lagos italianos ainda são points garantidos, principalmente, nos períodos quentes de junho – setembro, como roteiro para passeios pelos próprios italianos e por turistas de países vizinhos por conta de suas beleza naturais, romantismo, jardins, pequenas ilhas e passeios de barcos. Sim, é um local relaxante e, a dois, cria-se uma atmosfera bem romântica.

Quando o cinema aborda o tema “romantismo”, nada como um cenário bem italiano como backstage, já que crescemos ouvindo falar  que a Itália e sua língua nos  trazem esse tom melódico que embala os filmes que são rodados por aqui e que preenchem os olhos nas telonas do mundo.  A Itália é apaixonante e lá respira-se romantismo, sim. Poderíamos começar citando algumas dessas obras cinematográficas rodadas na Itália,  destacando um, dentre tantos, onde um dos lagos famosos da Itália aparece – como por exemplo: Cartas para Julieta, Sob o Sol da Toscana, O Candelabro Italiano (e aqui tem lago italiano), A Vida é Bela (muito embora seja uma história bem diferente), Romeu e Julieta e tantos outros que seguem essa linha romântica, bem à italiana.

Rose Lucena no Lago Maggiore
Rose Lucena nos jardins do Lago Maggiore

O cenário bucólico e a exuberância de suas paisagens e os jardins milimétricos, sem falar em seus palacetes, fazem de um passeio a um dos lagos italianos algo de muito especial para levar como recordação em sua mala de viagens, em forma de fotografia.

Hoje, destacarei um desses lagos que visitei; pois ainda teremos muitos encontros no O Concierge e, aos poucos, falarei a respeito dos demais lagos situados ao Norte da bota.

Particularmente, não aconselho a nenhum turista visitá-los no período de inverno ou outono, pois, nesse período, geralmente, nesses locais venta muito e é bem frio;  dessa forma,  você acaba por não aproveitar muito bem o seu passeio. A melhor época para visitá-los seria na primavera ou no verão, onde o sol faz o seu papel, iluminando e alegrando os dias, proporcionando aos turistas passeios de barco bem mais tranquilos  para visitar as pequenas ilhas que ficam próximas ao lago. São paisagens supercharmosas e vale muito conhecê-las.

 Escolhi, para hoje, falar a respeito do Lago Maggiore, primeiro lago que tive a oportunidade de conhecer, assim que cheguei à Itália, com meu esposo. Confesso que é simplesmente maravilhoso! O lago é conhecido como sendo um dos mais bonitos e é considerado um dos maiores subalpinos; por esse motivo, o nome “maggiore”, que quer dizer  de origem “glacial”;  sua expansão banha a Lombardia, Piemonte e Suiça.

Rodeado por montanhas e colinas que o protege dos ventos frios do Norte , o lago inclui entre os seus afluentes, o Ticino que traça uma rota de águas históricas e  que liga o Vale do Pó à Europa Central.

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Feirinha de artesanato à beira do lago
Dentre às belezas desse lago,  há ilhas que o circundam, como falamos anteriormente, e a que o turista tem acesso para visitá-las tranquilamente, de barco (o passeio é pago e garante conhecer outras ilhas  (veja o pacote de acesso no local)). Há um total de onze ilhas,  e oito  delas estão localizadas em Piemonte e uma na Lombardia. Entre Stresa e Verbania, o arquipélago fascinante das Ilhas Borromeo, com a Ilha Madre, a Ilha Bella e a Ilha dos Pescadores que são muito bem visitadas pelos turistas. Eu estive nas três e posso assegurar que são, simplesmente, lindas!

As Ilhas ainda são repletas de tudo  o que turista gosta: feirinhas de artesanato, restaurantes com gastronomia local, vielas e ruelas típicas desses lugares, gente bonita, sem falar nos palacetes graciosos de épocas remotas – que encontramos nesses lugares -, e jardins de tirar o fôlego. Óbvio que, para conhecer esses museus, palácios e jardins,  paga-se por pessoa; mas, vale muito investir no passeio, que é único.

Eu fico por aqui e, na próxima semana, falaremos a respeito de um outro lago que também é simplesmente de tirar o fôlego – o Lago de Como.

O nosso passeio pela Itália e pelos países vizinhos está apenas começando. Agradeço, desde já, a cada leitor que passa por aqui e  que lê a nossa coluna, com carinho, nossas informações. Fale com o seu agente de viagens para incluir em seu passeio os lagos italianos. Você não se arrependerá.

Alla prossima!

Veja mais fotos:

 Ruelas e estradas que encontramos nas Ilhas
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Igreja da Ilha dos Pescadores
Igreja da Ilha dos Pescadores
Padroeira dos Pescadores
Padroeira dos Pescadores
Leilão de doces para turistas. Muito divertido!
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Rose Lucena
Rose Lucena é paraibana, natural de João Pessoa, formada em Produção Publicitária pela Fatec-PB. É especialista em Marketing Empresarial, tendo sua carreira iniciada com a realização de um Projeto de Turismo Pedagógico Exploradores do Saber para uma das maiores empresas de receptivo no Brasil. O projeto, voltado exclusivamente para a rede educacional avaliado como uma das maiores iniciativas na área do turismo pedagógico. Técnica em Turismo e amante da História, Arte e Cultura, relatou uma de suas experiências para a revista Travel Ace Brasil, a convite do Diretor de Social Media Marketing da empresa no ano de 2010. Em 2012, mudou-se para Milão, Itália, onde iniciou a cursar Fashion Communication, que a possibilitou participar de eventos internacionais como o maior evento mundial de moda, o Milano Fashion Week. Curiosa por natureza, aventura-se em descobrir além do trivial e não dispensa uma boa viagem. Há anos atua no turismo como Blogger - desde sua formação como Técnica do Turismo -, onde conta suas experiências e coberturas de eventos aos seus leitores. Casada com o turismólogo Marco Lambertini, fluente em língua inglesa, italiana e alemã, convida todos a mergulharem em suas aventuras pelo continente europeu.