Foto: Editora Impetus

Por Elba GGomes

Meus filhos terão computadores, mas antes terão livros.” – Bill Gates

 

                 O Dia Mundial do Livro também é dia dos Direitos de Autor. A Unesco criou a data “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor” para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrirem os prazeres da leitura, e a ganharem um novo respeito pela tremenda  contribuição dos autores de livros através dos séculos.

             Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril, e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.

http://www.calendarr.com/brasil/dia-mundial-do-livro/

            Em verdade, todo dia deveria ser dia de ler. Mas, uma data especial tem uma força singular de alavancar o processo de incentivo ao livro como um bem de consumo. Assim, como há marcas famosas de todos os objetos de consumo da modernidade, assim também o livro deveria ser considerado como um bem precioso, objeto de desejo.

            No Brasil, apesar da profusão de autores clássicos e dos ingentes esforços realizados, estatísticas mostram que, em algumas regiões, o livro ainda é considerado privilegio de poucos, como algo elitizado e de difícil acesso.

                Mas, para que o livro possa fazer parte das nossas vidas, dos nossos hábitos, e para que as atuais e futuras gerações incorporem esse bem, é preciso que se plante a semente da leitura na mais tenra idade.

                Reconhecer o livro como um patrimônio fundamental na sedimentação e na transmissão da cultura de todos os povos, em todos os tempos, é o caminho mais eficaz para que um povo se desenvolva do ponto de vista cultural e educacional.

                  Para ilustrar o valor do LIVRO em qualquer idade, em qualquer cultura e sob qualquer forma, repito para vocês, leitores desta coluna, um trecho da crônica Loucura Mansa, do escritor José Mindlin, do livro  “A paixão pelos livros”, uma antologia de crônicas, contos e depoimentos de quem achou no livro seu paraíso particular e na leitura uma forma de abstrair-se das dores do mundo para nele encontrar algum sentido.

“PARA MIM É DIFÍCIL FALAR SIMPLESMENTE de gosto pelos livros, porque em matéria de livros meu caso é muito mais grave: é um amor que vem desde a infância, que me tem acompanhado a vida inteira, e ainda acima disto, é incurável. Não se trata por isso de um interesse periférico, e o prazer que me tem proporcionado em todo este longo percurso faz com que tenha procurado, permanentemente, desejar que muito mais pessoas possam também desfrutá-lo. Daí eu aproveitar qualquer oportunidade que me surja (e esta espero que seja uma delas) para inocular o vírus do amor ao livro em todos os possíveis leitores que já não o tenham adquirido anteriormente.

O prazer que o livro pode trazer tem múltiplos aspectos. O primeiro, fundamental, que é óbvio, mas muita gente não se dá conta disso, é o da leitura, através da qual se estabelece um contato com o mundo exterior que abre, para o leitor, horizontes ilimitados. O livro informa, distrai, enriquece o espírito, põe a imaginação em movimento, provoca tanta reflexão como emoção, é, enfim, um grande companheiro. Companheiro ideal, aliás, pois está sempre à disposição, não cria problemas, não se ofende quando é esquecido, e se deixa retomar sem histórias, a qualquer hora do dia ou da noite que o leitor deseja.”

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Foto: pimentacomlimão.wordpress.com

 

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