Foto: Divulgação/Mostra de Cinema de Tiradentes

18ª Mostra de Cinema torna a cidade uma ótima opção para quem deseja unir cultura ao lazer

Tiradentes é uma cidade histórica no interior de Minas Gerais das mais bem preservadas do Brasil. Igrejas barrocas, inúmeros exemplares de casas de arquitetura colonial e ruelas com calçamento de pedra chamam a atenção do turista. Tudo isso num cenário emoldurado pela Serra de São José. Mas a cidade também é conhecida por sediar uma das principais mostras de cinema do país, que acontece de 23 a 31 de janeiro. Então, se você tem viagem marcada para esse destino, nesse período, não deixe de conferir a vasta e rica programação que o evento oferece. Ou, se não ainda não conhece Tiradentes, eis uma grande razão para arrumar as malas e pegar a estrada.

Em sua 18ª edição, a Mostra de Cinema de Tiradentes homenageia a atriz paraense Dira Paes e coloca em debate “Qual o lugar do cinema hoje?”. A pergunta vai nortear a temática central do evento e reunir nas mesas de discussão profissionais do audiovisual para refletir a relevância do cinema em tempos de novas tecnologias e telas expandidas.

Serão 128 filmes brasileiros (37 longas e 91 curtas) distribuídos em 59 sessões de cinema e três espaços de exibição instalados para atender a programação do evento. Confira!

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– Cine-Tenda, Cine BNDES na Praça e Centro Cultural Yves Alves-Sesi Tiradentes. Representantes de 16 estados do país: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Maranhão e Pará apresentam suas produções e marcam presença no evento.

“A cada edição da Mostra Tiradentes reafirmamos o compromisso de realizar uma mostra que tem a força de revelar o cinema brasileiro contemporâneo, desvendando o imaginário nacional diante de milhares de pessoas. Ao mesmo tempo, inauguramos o calendário audiovisual do Brasil em suas perspectivas, tendências e novos paradigmas”, ressalta Raquel Hallak, coordenadora da Mostra de Cinema de Tiradentes.

A seleção de longas apresenta 37 filmes e inaugura a programação com o inédito “Órfãos do Eldorado”, de Guilherme Coelho. As produções estão divididas em mostras temáticas Aurora (7 filmes), Homenagem (3), Transições (6), Autorias (4), Sui Generis (3), Praça (6), Bendita (2) e Mostrinha (4), uma sessão Cine-Debate e a sessão de encerramento, com o mineiro “Ela Volta na Quinta”, de André Novais Oliveira com objetivo de propor um olhar plural sobre a produção contemporânea e dar oportunidade ao público de conhecer recortes possíveis de realizadores tão distintas. “A dinâmica dramática e narrativa do deslocamento de corpos tem sido recorrente no cinema brasileiro recente, em produções menos ou mais independentes, menos ou mais caras, menos ou mais convencionais”, destaca o curador Cléber Eduardo.

Duas das seções de longas terão caráter competitivo em 2015. Como já é tradicional, uma delas é a Mostra Aurora, dedicada a filmes independentes de diretores com até três longas no currículo. Disputam o prêmio do Júri da Crítica e o Prêmio Itamaraty de R$ 50 mil, os seguintes títulos: “A Casa de Cecília” (RJ), de Clarissa Appelt; “Mais do que eu Possa me Reconhecer” (RJ), de Allan Ribeiro; “Medo do Escuro” (CE), de Ivo Lopes Araújo; “O Signo das Tetas” (MA), de Frederico Machado; “Ressurgentes: Um Filme de Ação Direta” (DF), de Dácia Ibiapina; “Teobaldo Morto, Romeu Exilado” (ES), de Rodrigo de Oliveira; e “O Animal Sonhado” (CE), de Breno Baptista, Luciana Vieira, Rodrigo Fernandes, Samuel Brasileiro, Ticiana Augusto Lima, Victor Costa Lopes.

Por sua vez, o Júri Jovem, formado por estudantes que cursaram a oficina de Análise de Estilos Cinematográficos ministrada por Cléber Eduardo durante a Mostra CineBH 2014, irá definir o melhor filme da Mostra Transições, composta este ano por “A Despedida”, de Marcelo Galvão (SP), “Brasil S/A”, de Marcelo Pedroso (PE), “Casa Grande”, de Fellipe Gamarano Barbosa (RJ), “Com os Punhos Cerrados”, de Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti (CE), “O Tempo não Existe no Lugar em que Estamos”, de Dellani Lima (MG), e “Obra”, de Gregorio Graziosi (SP).

Na programação de curtas-metragens, os 91 filmes serão exibidos em 10 mostras temáticas, sendo que uma delas, a Mostra Foco (12 curtas), será avaliada pelo Júri da Crítica. As demais seções são Panorama (22 curtas), Dissonâncias (9), Praça (15), Cena Mineira (7), Cena Regional (4), Formação (8), Jovem (4) e Mostrinha (10). A curadoria ficou a cargo de Francis Vogner, Pedro Maciel Guimarães e Cléber Eduardo. “Entre outros destaques, chamo atenção para a mostra inaugurada este ano, a Dissonâncias, em que explicitamos uma polarização interna do trabalho de curadoria”, diz Pedro Maciel. “Nessa mostra, escolhemos filmes que foram bastante defendidos por um ou dois membros da seleção e rechaçados pelo outro, ou pelos dois outros. São filmes que potencializam as subversões em ternos de formas e discursos e, por isso, polarizaram as apreciações”.

Com o propósito de formar novas plateias e novos públicos para o cinema brasileiro, a Mostrinha de Cinema, recorde da programação dedicada ao público infanto-juvenil está cheia de novidades e filmes premiados. A animação “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, revelou-se um dos títulos do país mais comentados do ano passado em todo o mundo. Na programação, há ainda as aventuras juvenis mineiras “O Segredo dos Diamantes”, de Helvécio Ratton, e “O Menino no Espelho”, adaptação do romance de Fernando Sabino feita por Guilherme Fiúza. Por fim, “Amazônia”, coprodução com a França, leva a discussão ecológica para as telas.

Além da exibição de filmes, a Mostra Tiradentes promove uma temporada intensa de atividades culturais com a realização de 10 oficinas de formação e oferta de 270 vagas, 10 lançamentos de livros e DVDs, cortejo e teatro de rua, performances audiovisuais e intervenções artísticas.

Cada vez mais interativa, a Mostra Tiradentes traz na sua 18ª edição o coletivo #eufaçoamostra em performances no Espaço Cine Lounge, uma novidade que vai agitar as madrugadas do festival.  O coletivo #eufaçoamostra é composto por alunos das oficinas de Processos Audiovisuais Cocriativos realizadas em anos anteriores. Funciona como um núcleo de produção de microvídeos de caráter instantâneo feitos de maneira colaborativa.

A programação artística da 18ª Mostra Tiradentes promove ainda o tradicional Cortejo da arte que percorre as ruas de Tiradentes no sábado, dia 24, comemorando os 311 anos de fundação do Arraial de São José Del Rey e os 297 anos de sua elevação à categoria de cidade, que mais tarde ganhou o nome de Tiradentes. E à noite, para inaugurar a programação do Cine BNDES na Praça, a presença do artista mineiro Carlos Bracher que participa da sessão denominada Arte na Praça que exibe o curta “Bracher Pintura & Permanência”, direção de Blima Bracher. No último dia do evento, 31, à tarde, o público poderá conferir espetáculo de ilusionismo no Cine-Praça com o mágico Klauss.

Tome nota – A cidade de Tiradentes, localizada a 180 km de BH e com apenas 7 mil habitantes, recebe durante a Mostra Tiradentes toda infraestrutura necessária para sediar uma programação cultural abrangente e gratuita, que reúne todas as manifestações da arte. São instalados três espaços de exibição: o Cine BNDES na Praça, no Largo das Fôrras (espaço para mais de 1.000 espectadores); o Complexo de Tendas, que sedia a instalação do Cine-Tenda (com 700 lugares), e o Cine-Teatro (com platéia de 150 lugares), que funciona no Sesi Tiradentes – Centro Cultural Yves Alves – sede do evento.

Acompanhe a 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes e o programa Cinema Sem Fronteiras 2015.
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Fonte: Ascom DB
Foto: Divulgação