Sebrae repudia MP proposta pela Embratur

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Ator Thiago Rodrigues no estande do Sebrae PB, onde foi Mestre de Cerimônias durante evento "Rota 101" fazendo uma performance com seu personagem Dom Quixote Literário. O personagem foi descoberto pela consultoria do Sebrae PB / Imagem: O Concierge

Em meio às polêmicas causadas na última semana por causa da medida provisória do Governo Federal que pretende retirar R$ 200 milhões do orçamento do Sebrae destinados aos projetos turísticos em todos os estados brasileiros, o presidente do Sebrae, Afif Domingos realizou nesta sexta-feira (10), por meio de vídeo conferência, uma reunião entre a diretoria do Sebrae Nacional e os superintendentes estaduais. Nessa reunião, houve unânime repúdio à proposta da conversão da Embratur em Agência, o que se configura uma redundância institucional, pois tanto a Embratur quanto a Apex já cumprem essa missão.

Afif Domingos, explicou que a instituição investe há mais de 20 anos no fomento e na capacitação dos pequenos negócios na área do turismo;  por isso, a ideia de retirar recursos do Sebrae para estimular o desenvolvimento do segmento contraria o papel já exercido pela entidade.

Em contrapartida, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, mentor da proposta, defende a nova Agência e diz que a medida vai permitir que se obtenham mais recursos para investir em promoção do Brasil, como também vai permitir a participação de empresários do setor, no seu Conselho Diretor. “Não vejo motivos para resistência e o modelo ideal seria semelhante ao da Apex que foi criado pelo próprio Sebrae Nacional e deu certo”, afirmou Lumemertz.

Regina Amorim, gestora de turismo de Sebrae PB
Regina Amorim, gestora de turismo de Sebrae PB

Na opinião da gestora de turismo do Sebrae Paraíba, Regina Amorim, quem  deixará de ser beneficiado serão as Micro e Pequenas Empresas (MPE’s) que não mais terão recursos para o estímulo e o desenvolvimento do empreendedorismo, a capacitação, a consultoria, a inovação e o acesso ao mercado.

“O que o Sebrae faz com esse recurso para milhões de pequenas empresas, não pode ser tirado para outro fim. A medida irá comprometer o desenvolvimento do país! A geração de riqueza se dá por meio de ações destinadas à elevação da competitividade, da inovação, do fortalecimento do capital social, da inclusão social e de novas oportunidades de negócios, inclusive no Turismo”, revelou Regina.

Ainda segundo a gestora, quando a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) foi criada, houve um corte no orçamento do Sebrae de 12,5% e mais 2,5% foram repassados para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “A contribuição já foi feita anteriormente!”, declarou.

Para onde vai o recurso

O recurso em pauta é aplicado na implantação de rotas turísticas, selos de qualidades de restaurantes e outros projetos em curso do Sebrae, ou seja, o dinheiro seria tirado de ações já estruturadas, que visa à melhoria das pequenas e médias empresas nos estados, para realizar festas e feiras no exterior.

 

por Ana Célia Macêdo
com informações de Agência Sebrae e o Povo