A Cia Cordel em Canto, grupo de teatro do Centro Cultural Lourdes Ramalho, equipamento vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, realiza na próxima quinta-feira (24), às 19h, no Museu de Artes Assis Chateaubriand, um sarau poético em homenagem à vida e obra do poeta Manoel Monteiro.

A literatura de cordel é um dos gêneros mais difundidos e apreciados da cultura popular nordestina. Desperta interesse tanto das pessoas com despretensioso gosto pela poesia, quanto de estudiosos em renomados centros universitários. Herança dos colonizadores portugueses, os romances em verso difundiram-se ao longo das gerações e dos séculos, firmando-se como um romanceiro de identidade genuína, distinta e original.

10462764_579934612127063_7739708273254288820_nVistos como expressão artística, os poemas de cordel reúnem diferentes linguagens (textos, musicalidade, declamação), o que aproxima o cordel do teatro. Neste aspecto, o teatro configura-se COMO um importante meio de difusão das tradições nordestinas do cordel, e eles são as fontes de pesquisa da Cia Cordel em Canto de Campina Grande.

A Cia de Teatro Cordel em Canto surgiu em 2013, após uma oficina de teatro e cordel, realizada no Centro Cultural Lourdes Ramalho, ministrada pela atriz Arly Arnaud, bacharela em direção teatral e artes pela UFBA e doutoranda em interculturalidade na UEPB.

A Cia atua com cordéis cantados e recital poético-musical , realizado em espaços de quaisquer características. Consiste numa intervenção urbana com acompanhamento musical , além da declamação de poemas tradicionais e cordéis cantados, entoando-se canções de roda, ao som da viola, instrumentos de percussão e sanfona.

O Romance do Conquistador, texto de Lourdes Ramalho, é o espetáculo que será apresentado no MAAC. Conforme anuncia seu título, o texto segue um modelo de composição específico da literatura popular em verso, designado de romance.

Escrito em estrofes de seis versos, ou sextilhas, o romance narra a história de aventura, amor , mistério e humor, cujos protagonistas e antagonistas vivem situações criadas no imaginário coletivo entre nobres e plebeus, conquistadores e perseguidos, em terras longínquas que referenciam a distancia entre o ódio e amor .

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