Dezenas de pessoas com deficiência   ou mobilidade reduzida se reuniram na manhã deste sábado (29) para um arraial junino, com direito a quadrilha e muito forró, na praia do Cabo Branco. O evento integra o “Acesso Cidadão – ao lazer esporte, arte e cultura”, projeto idealizado pelo Governo do Estado, por meio da Fundação    Casa de José Américo (FCJA), e desenvolvido pelo museu desta instituição. A Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad) também apoia as atividades.

Damião Ramos Cavalcanti
Damião Ramos Cavalcanti

O presidente da Fundação Casa de José Américo, Damião Ramos Cavalcanti, lembrou a importância cultural dos festejos juninos para a população. “O objetivo da festa de hoje é garantir a inclusão no acesso ao grande valor cultural que é a festa junina para o Nordeste e Paraíba. Trata-se de uma tradição que tem um cunho religioso, mas também possui um lado profano sazonal que é da colheita do milho, originando nossas comidas típicas”, observou.

Janete Rodrigues
Janete Rodrigues

A diretora do Museu da FCJA, Janete Rodrigues, também lembrou o caráter inclusivo do projeto. “Ele dá maior visibilidade às minorias que também têm necessidade de lazer e não apenas de educação    e saúde   . Costumamos comemorar as grandes festividades, dando a essas pessoas a chance de dançarem, praticarem esporte, irem à praia, fazerem oficinas, participarem de lançamentos   de livros”, comentou.

O projeto – O “Acesso Cidadão” leva atividades de esporte e cultura às pessoas com deficiências e mobilidade reduzida. Os encontros    acontecem todos os sábados, sempre em frente à Fundação Casa de José Américo. O projeto tem ainda a parceria da prefeitura municipal e da ONG   Assessoria e Consultoria pela Inclusão Social (AC Social). A ação conta com cadeiras anfíbias para o banho de mar, caiaques    adaptados e estrutura especial para voleibol sentado.

Entre as atrações    do arraial junino deste sábado esteve a quadrilha junina Cangaceiros do Serão, que possui 21 anos de fundação. O grupo é formado por jovens e já foi nove vezes campeão estadual.

Carolina Vieira,
Carolina Vieira,

Usuários elogiam – A publicitária   Carolina Vieira, de 30 anos de idade, é cadeirante e sempre participa do “Acesso Cidadão”. Para ela, as atividades que acontecem todos os sábados contribuem para vida em comunidade. “O projeto representa mais espaço de inclusão para as pessoas na sociedade, porque temos poucos, além de ser um momento de cultura e lazer. Também é uma oportunidade de termos acesso ao espaço público de maneira digna. Para a gente é um ganho positivo”, afirmou.

Quem também não perde as atividades do Acesso Cidadão é Pedro Ivo, 30, portador de necessidades especiais. “É um projeto bom não apenas para a gente, mas para a sociedade. Aqui, todo deficiente usuário tem acesso ao lazer e cultura”, afirmou.

O estudante Alisson Moreira, 25, lembrou que por ser sempre em frente ao mar, as atividades do projeto revitalizam osusuários. “Há um ano e meio participo e estamos todos juntos. O mais gostoso é o mar. Tudo aqui é adaptado para a gente”, ressaltou.