Pilotos, comissários de voo, agentes de aeroporto e outros funcionários do setor de aviação associados ao sindicatos dos Aeronautas e dos Aeroviários realizaram paralisação entre as 6h e as 7h desta quinta-feira (22). As categorias reivindicam melhores condições de trabalho, aumento salarial e a estipulação de pisos salariais para alguns profissionais.

Em Congonhas (SP), aeroviários e aeronautas realizaram assembleia no saguão do aeroporto. O terminal registrou seis voos atrasados e sete cancelados entre aqueles previstos para decolar entre as 6h e as 7h30. No aeroporto de Guarulhos (SP), um grupo realizou ato de protesto na entrada de serviço dos funcionários e não houve registro de voos afetados pela paralisação.

No Galeão (RJ), também não houve registro de atrasos ou cancelamentos de voos. Alguns manifestantes se reuniram na entrada do terminal e no saguão, “sem prejudicar o trabalho no aeroporto”, segundo informou a administração do terminal.

Segundo o sindicato dos aeronautas, que representa pilotos e comissários de voo, o objetivo da iniciativa é impedir a decolagem de todos os voos nacionais programados para o período. Aeronaves com destinos internacionais ou que já estejam em voo, no entanto, não deverão ser afetadas, mantendo o seu trajeto normalmente. Folhetos informativos devem ser distribuídos aos passageiros sobre os motivos da paralisação.

Na quarta-feira (21) o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que os sindicatos envolvidos na paralisação mantenham 80% dos profissionais trabalhando durante o protesto e, caso descumpram a determinação, serão multados em R$100 mil por dia.

Segundo o Rodrigo Spader, secretário-geral do sindicato dos aeronautas, como o número de voos afetados nesse intervalo de uma hora representa menos de 20% dos voos diários, a paralisação foi mantida mesmo com a decisão.

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) informou, em nota, que as companhias “Azul, Avianca, Gol e TAM estão mobilizadas para minimizar eventuais impactos para os clientes e manter o melhor atendimento aos passageiros”, mas reconhecem que “dentro de uma integração de voos nacional, é possível que sejam sentidos transtornos ao longo do dia e mesmo em localidades onde não ocorram paralisações”.

Fonte: NU
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