Pesquisa oferece prática de exercícios físicos gratuitos para pessoas com paraplegia

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Com equipamentos simples, projeto de pesquisa do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Atividade Física Adaptada para pessoas com deficiência da UFPB – LEPAFA, busca estimular a prática de exercícios nas pessoas com paraplegia - Imagem: Divulgação

Pessoas com paraplegia, ocasionada por lesão medular, têm agora a oportunidade de praticar exercícios físicos supervisionados gratuitamente por meio de pesquisa realizada no Hospital de Traumatologia e Ortopedia da Paraíba, em João Pessoa. O estudo, conduzido pela professora de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba, Elaine Souto, doutoranda em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina, desenvolveu um ergômetro em cadeira de rodas, de baixo custo e portátil para ser aplicado em pessoas com paraplegia.

“A prática de exercícios regulares é capaz de contribuir na redução do percentual de gordura e como resultado diminuir os fatores de risco à saúde e aumentar a qualidade de vida em pessoas com paraplegia. Contudo, nem sempre é fácil encontrar centros de treinamento físico adequados as especificidades de pessoas que usam cadeira de rodas, em especial para o treino aeróbio. Com a pesquisa, esperamos contribuir para a melhoria da saúde deste grupo de pessoas “, explicou a pesquisadora.

De acordo com Elaine  Souto, a ausência de movimentos dos membros inferiores, combinada com a redução de atividade física, pode provocar elevado aumento de acúmulo de gordura corporal em pessoas com lesão medular. “Como consequência, existe um maior risco de desenvolver anormalidades metabólicas que podem predispor a doenças cardiovasculares”, disse.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

A partir da pesquisa, a professora identificou que o treinamento no ergômetro, combinado com o treino resistido com os principais grupamentos musculares dos membros superiores, tem demonstrado efeitos positivos. “Um dos participantes, com distribuição elevada de gordura na região central, sobretudo no abdômen, a mais prejudicial à saúde, reduziu 2kg de gordura, sendo sua maior incidência nessa região. Além de ter aumentado a massa magra nos membros superiores. Resultados que demonstram a efetividade do treinamento proposto para a saúde das pessoas com lesão medular”, destacou.

A pesquisa é realizada no Hospital de Traumatologia e Ortopedia da Paraíba (HTOP), duas vezes na semana e tem duração de quatro meses. Os critérios de inclusão para participar do estudo são para: homens com lesão medular (paraplegia), sedentários, com idade entre 18 e 50 anos; não estar realizando musculação ou prática esportivas nos últimos seis meses; ter condições de se deslocar para os treinos no HTOP, em Tambiá, e para realizar os exames antes e após o período de treinamento.

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Assessoria