A Paraíba tem agora um novo representante no Instituto Brasileiro de Turismo, a Embratur. O ex-coordenador de turismo da secretaria de Desenvolvimento Econômico do município de Campina Grande, Gilson Lira, assumiu, desde o início deste mês, a Diretoria de Mercados Internacionais do órgão responsável por divulgar e promover, no exterior, os destinos turísticos brasileiros. A Embratur é a autarquia especial do Ministério do Turismo que trabalha pela geração de desenvolvimento social e econômico do País, por meio da ampliação do fluxo turístico internacional nos destinos nacionais.

Gilson Lira assumiu a diretoria de Mercados Internacionais no lugar de Leila Holsbach, que deixou o cargo no mês passado. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 23 de junho e o paraibano tem agora um desafio pela frente: desenvolver estratégias para a distribuição dos produtos, serviços e destinos turísticos brasileiros no exterior. Além disso, a diretoria é responsável por identificar os mercados existentes e potenciais e ampliar a participação do Brasil no mercado internacional do turismo.

A Embratur vem incentivando o turismo de negócios e eventos em todo o País como estratégia para chamar a atenção do restante do mundo para o Brasil, a exemplo da Copa do Mundo FIFA. De acordo com o ranking de eventos mundiais, o Brasil permaneceu entre os dez países que mais recebem congressos e convenções associativas. O ranking é liderado pelos Estados Unidos.

Conforme os dados divulgados pela ICCA (Internacional Congress and Convention Association), entre 2003 e 2013, o total de eventos sediados no País passou de 62 para 315. No mesmo período, o número de cidades que sediaram esse tipo de evento subiu 145%, passando de 22 para 54. “Hoje o nosso país é o sétimo destino mundial para realização de eventos internacionais. Acredito que tudo isso somado acabou por também contribuir para credenciá-lo a realizar o maior deles que é, sem dúvidas, a Copa do Mundo”, enfatizou Gilson.

De acordo com o cronograma da Embratur, o Brasil irá sediar grandes eventos mundiais nos próximos anos, a exemplo da Convenção Mundial do Rotary Club International, em 2015, em São Paulo; os Jogos Mundiais Indígenas, em Palmas, também em 2015; as Olimpíadas e Paraolimpíadas, em 2016, no Rio de Janeiro; o Fórum Mundial da Água, em 2018, na capital federal e os Jogos Universitários Mundiais em 2019, também em Brasília.

Para o novo diretor da Embratur, a Copa do mundo serviu de exemplo mostrar que o país tem competência e capacidade para realizar eventos de grande magnitude. “No primeiro momento em que assumi o cargo já tive a oportunidade de acompanhar um evento como este e ficamos todos satisfeitos com os resultados positivos do Mundial. Além de termos gerado uma mídia favorável da imagem do Brasil para mais de 200 países, não há como negar que eventos como este, e como os outros que ainda virão, acabam por tornar o nosso país uma vitrine constante aos olhos do mundo”, ressaltou.

Sobre as metas para o próximo semestre, Gilson destacou que vem comprimindo o cronograma já estabelecido anteriormente e tem participado de reuniões com foco nas Olimpíadas de 2016. “Nós trabalhamos com um calendário bem antecipado, por isso já estamos preparando as ações para 2016, além das ações previstas para o próximo ano, que vão desde Roadshow, com operadores da Argentina e do Canadá, como também a participação no Evento Anual USTOA, nos Estados Unidos, e na Expo Madrid, na Espanha”, destacou.

Quanto à Paraíba, o novo diretor de Mercados Internacionais pretende criar novas estratégias de divulgação da cultura do nosso estado nos outros países. “Como se sabe, o turismo é também uma das mais importantes alavancas de desenvolvimento regional. Desta forma, procurarei também trabalhar com afinco a fim de contribuir para que – conjuntamente com a PBTur (Empresa Paraibana de Turismo) e demais Secretarias de Turismo dos municípios – seja possível uma maior divulgação e um maior fortalecimento do nosso estado como produto turístico nos mercados internacionais”, afirmou.

Gilson contou ainda que está buscando inserir os grupos folclóricos e as quadrilhas juninas na participação das feiras internacionais e já tem apoio do presidente da Embratur para esta medida. Outro ponto que ele ressaltou foi a necessidade de ampliação da malha aérea para os estados nordestinos como forma de poder facilitar a própria regionalização do turismo. Algo que vem sendo defendido pelo próprio ministro do Turismo, Vinícius Lages.

JP Online
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