O livro infantil

0
1295
Imagem: Divulgação

Por  Elba GGomes

É sabido que a literatura infantil é o passaporte para um universo lúdico, com inúmeras possibilidades de desenvolvimento da criança. Já foi comprovado que uma criança que é exposta aos eventos de leitura será um adulto leitor e se valerá do hábito da leitura para toda a vida.

Para incentivar a leitura infantil, foi escolhido o dia (2) de abril para se comemorar o “Dia Internacional do Livro Infantil”. A data é uma homenagem ao aniversário de nascimento de um dos mais importantes nomes da literatura infantil,  o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen. Ele não foi o primeiro a escrever para o público infantil, mas é considerado o primeiro autor a adaptar fábulas já existentes para uma linguagem mais adequada ao universo dos pequenos. Foi dele a ideia de transmitir, por intermédio de antigas histórias, moral e valores, concepção que ainda não havia sido abordada por Charles Perrault, considerado o pai da literatura infantil, e pelos Irmãos Grimm, que apenas adaptavam as histórias cujos finais não eram tão felizes assim.

No Brasil, foi escolhido o dia (18) de abril para se comemorar o “Dia Nacional do Livro Infantil”. A data foi instituída em 2002, ano em que foi criada a Lei 10.402/02, registrando a data de nascimento de Monteiro Lobato como o dia oficial da literatura infantojuvenil. Lobato deixou também um enorme legado para a literatura infantojuvenil, já que mais da metade de seus livros era dedicada a esse público. Sua primeira história infantil, A menina do narizinho arrebitado, foi publicada em 1920, e o sucesso do livro fez com que outros tantos surgissem, imortalizando as personagens Dona Benta, Pedrinho,

No Brasil, nomes como Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Pedro Bandeira, Tatiana Belinky, Lygia Bojunga, Ziraldo, entre tantos outros, há anos divulgam a literatura infantil,

Por isso, apresento hoje um livro infantil, importantíssimo, “É meu! Não empresto!” que trata da relevância de mostrar às crianças a importância de compartilhar suas coisas com os coleguinhas.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

É uma oportunidade de ajudar crianças  a se sentirem bem quando conseguem emprestar ou repartir os seus pertences com os amigos. O livro oferece situações em que as crianças conseguem ou não compartilhar alguma coisa. É uma forma lúdica de formar na criança o embrião do homem de amanhã, mais participativo, mais consciente de suas responsabilidades para com os animais, para com as pessoas, para com o meio ambiente, enfim, para com o planeta.

Vejamos alguns trechos do livro:

“Hoje de manhã, minha mãe ficou muito brava comigo.

          Tudo porque eu não queria dividir nada.

          Primeiro, eu não queria emprestar a mangueira.

          Depois, eu não queria emprestar o ioiô.

          Mais tarde, eu não queria dividir as jabuticabas.

          – Por que tenho de dividir as coisas com os outros?”

Quer saber mais?  Leia esse livro para suas crianças e aprenda mais, junto com elas, sobre “generosidade”.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação
SHARE
Artigo anteriorEstação Cabo Branco comemora Dia Nacional do Livro Infantil
Próximo artigoRannya Aranha apresenta show cheio de surpresas
Elba Gomes
Nasceu em Pilões, na Paraíba. Graduada em Letras Clássicas e Modernas pela UnB, fez mestrado em Educação. É professora, educadora e especialista em Avaliação da Educação Básica - Prova Brasil – Língua Portuguesa. Começou como professora aos 16 anos de idade. A leitura foi sua vocação primeira. É escritora de livros infantis, com o pseudônimo de Elba GGomes e tem mais de quinze livros publicados. Participa de eventos para o desenvolvimento do processo de leitura e escrita, mediação de leitura e formação de professores na área de avaliação da educação básica. Escreve o blog: www.1blogdeleitura.blogspot.com.br. A escritora estará neste site, toda segunda-feira, escrevendo crônicas (A crônica de todos nós), tecendo comentários sobre livros infantis (De olho nos livros) e escrevendo ou publicando poemas de outros autores (Todo dia tem poesia).