Por  Elba GGomes

Todos sabemos o que é um grupo. Sabemos também quais são os pontos positivos e os negativos de um grupo. E até como eles funcionam.

Antigamente, os grupos eram pequenos em função das distâncias e das dificuldades de comunicação. Com o advento da tecnologia, as redes sociais fazem o papel do grande facilitador da comunicação nessa era pós-moderna. Cartas, cartões-postais, telegramas, salvo raras exceções, são coisas de um passado recente.

O mundo hoje tem pressa. As coisas acontecem e são noticiadas em tempo real. Segundo Zygmunt Bauman,[i] os contatos online têm uma vantagem sobre os offline: são mais fáceis e menos arriscados — o que muita gente acha atraente. Eles tornam mais fácil se conectar e se desconectar. Se isso é positivo ou negativo, saberemos mais tarde, De toda forma, parece-me que essa roda não para mais. Um fator positivo é que as pessoas se comunicam mais e em maior número.

Nossa família é numerosa: contando nossos pais, seus filhos, netos bisnetos, genros noras, chegamos a, aproximadamente, 100 pessoas. Houve uma época em que todos moravam em Brasília. Hoje, estão espalhados por alguns Estados e pelo Exterior. Quando Seu Zé e D. Yayá eram vivos, a família costumava reunir-se, nas grandes datas festivas, nas casas de alguns irmãos, já que reunir-se em apartamento estava fora de cogitação. Eram megaeventos, por mais simples que fossem.

Depois que meus pais se foram, os encontros foram rareando e hoje não aconteciam mais. Todos foram se distanciando, formaram-se subgrupos e a família foi se dissolvendo.

Até que, um dia, formou-se, pelo WhatsApp, um Grupo da Família GOMES para trocar informações sobre o casamento de uma das minhas netas e do qual constavam apenas as pessoas que queriam ir ao evento. Terminado este, o Grupo evoluiu para toda a família e quase todo mundo quis se incluir e levou seus descendentes.

Resultado: houve uma explosão de participantes e a família começou a interagir, virtualmente. Foi uma surpresa geral. Passamos a ter notícia de familiares dos quais nada se sabia há quase uma década. Vimos fotos antigas e atuais de crianças que alguns nunca tinham visto. Nos aniversários, basta um desejar votos de felicidades que se instala a “corrente do bem” e o aniversariante recebe muita energia positiva, por meio de dezenas de mensagens.

Recentemente, uma de minhas irmãs fez uma cirurgia complicada e antes e depois do processo foram tantas as mensagens positivas que ela ficou extremamente feliz e a operação foi um sucesso. Claro que não foi só isso que a salvou. Mas, evidentemente, a energia positiva teve um impacto benéfico sobre ela.

Agora, já está marcado um encontro da família para o mês de julho, o primeiro depois de tanto tempo, e a família, em franca ebulição afetiva, já troca informações: onde vai ser, quem vai participar, quem vai levar o quê…

Esse é o efeito positivo do grupo!

Transcrevo o texto postado, no Grupo, por meu irmão Rivaldo Gomes.

A FAMÍLIA E O AMOR

O Ginaldo me disse que foi a um encontro da Família Gomes, em João Pessoa. Ele estava muito entusiasmado com o encontro e com a possibilidade de ir a outros. Já se passaram alguns anos desde que  ele me fez esse relato

A iniciativa deste Grupo foi algo maravilhoso. Por meio dele, a família está interagindo, redescobrindo-se, observando o quanto o tempo passa rápido. Mas, acima de tudo, e sem acepções, essa interação é um ato de amor!

Um poeta popular, certa vez, disse: ‘É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã’ (Renato Russo).

Que esse Grupo cresça; que as brincadeiras continuem; que as crenças sejam expostas e respeitadas; que a família aproveite essa oportunidade para se unir; que não haja dispersão. Mas, acima de tudo, que haja AMOR.

‘Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.” I Corintos 13:1,2…

[i] Sociólogo polonês radicado na Inglaterra.

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Foto: Divulgação

 

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Elba Gomes
Nasceu em Pilões, na Paraíba. Graduada em Letras Clássicas e Modernas pela UnB, fez mestrado em Educação. É professora, educadora e especialista em Avaliação da Educação Básica - Prova Brasil – Língua Portuguesa. Começou como professora aos 16 anos de idade. A leitura foi sua vocação primeira. É escritora de livros infantis, com o pseudônimo de Elba GGomes e tem mais de quinze livros publicados. Participa de eventos para o desenvolvimento do processo de leitura e escrita, mediação de leitura e formação de professores na área de avaliação da educação básica. Escreve o blog: www.1blogdeleitura.blogspot.com.br. A escritora estará neste site, toda segunda-feira, escrevendo crônicas (A crônica de todos nós), tecendo comentários sobre livros infantis (De olho nos livros) e escrevendo ou publicando poemas de outros autores (Todo dia tem poesia).