No Dia Nacional da Cachaça, minha homenagem vai para cachaça Triunfo

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Por Alessandra Lontra

Todo dia (13) de setembro comemora-se  o “Dia Nacional da Cachaça” como uma forma de relembrarmos os tempos de um Brasil colonial, quando a cachaça era símbolo de resistência contra a dominação portuguesa..

A data para essa comemoração surgiu a partir de um episódio ocorrido no século XVII, quando alguns fazendeiros e produtores do destilado se uniram para brigar contra a proibição da produção  e comercialização da bebida, imposta pela coroa portuguesa, resultando na Revolta da Cachaça. O objetivo da coroa portuguesa era substituir a cachaça pela bagaceira, que é uma aguardente de vinho de origem portuguesa, uma bebida típica europeia. Mas finalmente, no dia 13 de setembro de 1661, a fabricação e a venda da cachaça foram liberadas.

A data foi aprovada em outubro de 2010, pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, como resultado do projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC).

Discriminada, perseguida, proibida, pesadamente tributada, a cachaça percorre caminhos tortuosos até se firmar, definitivamente, como a bebida nacional. Bravamente, vence tudo: ideologias, regimes, golpes, revoluções, legislações. Isso porque sempre foi a bebida do povo, da maioria.

O Brasil produz mais de um bilhão de litros de cachaça por ano e exporta o destilado para mais de 60 países. Aguardente, cana, pinga, parati, calibrina, água-de-cana, bico, branquinha, água que passarinho não bebe, são algumas das diferentes denominações e apelidos dada à cachaça, bebida tipicamente brasileira.

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Garrafas de Triunfo à venda na lojinha do Engenho Triunfo – Foto: O Concierge

No Dia Nacional da Cachaça, gostaria de homenagear o Engenho e Cachaçaria Triunfo, daqui da Paraíba, na região do Brejo, na cidade de Areia, que se destaca não só pela qualidade da sua cachaça, mas pela história de empreendedorismo e de amor do casal Maria Júlia e Antônio Augusto Baracho.

Maria Júlia, uma excelente degustadora de cachaça, uma autêntica areisense, apreciadora da bebida e Antônio Augusto, que tinha o sonho de possuir um engenho e de produzir sua própria cachaça são o pivô desta história.

Em 1994, com o dinheiro da venda de uma fazenda que recebera de herança do pai de Antônio Augusto, eles compraram uma moenda e um alambique, em 1999 iniciaram uma pequena produção e, em 2001 começaram a engarrafar o produto.

Maria Júlia e Antônio Augusto Baracho, Proprietários do Engenho e Cachaçaria Triunfo
Maria Júlia e Antônio Augusto Baracho, Proprietários do Engenho e Cachaçaria Triunfo

O casal não fazia parte da linhagem dos antigos senhores de engenho e Antônio Augusto não tinha conhecimento necessário para fabricar cachaça.  Mas ele tinha um sonho e muita vontade de vencer. Maria Júlia, esposa e participante ativa do sonho, teve que provar muita cachaça ruim. Depois de muitas idas e vindas e de muitos erros, ele conseguiu realizar o sonho, que contou com o esforço e a dedicação de toda a família.

“A realização completa do nosso sonho e a qualidade da cachaça Triunfo só foram possíveis graças à orientação do especialista, Fernando Valadares Novais, que é considerado o “Papa” da cachaça na América Latina e que tinha vindo até a cidade de Areia para ministrar um curso sobre “fabricação de cachaça de qualidade”. Antônio Augusto não contou conversa;  aproveitou a oportunidade e convidou o especialista para conhecer o Engenho Triunfo. Ouviu do especialista  que  ele estava fazendo tudo errado. Após escutar todas as críticas, atentamente,  Antônio Augusto aplicou no Engenho todo o conhecimento adquirido naquele curso”, disse Maria Júlia”.

Ela também se orgulha em dizer que os filhos trabalham no engenho desde criança e que, hoje, o Engenho produz álcool combustível para os veículos de lá, a partir da “cabeça” e da “cauda” da cachaça, que não são aproveitadas. Além disso, o casal faz um trabalho social no Engenho, em benefício dos seus colaboradores, com cursos para os 69 funcionários, inclusive, muitos deles foram alfabetizados no Engenho. Da venda do bagaço da cana, ela fez diversas benfeitorias para eles.

Hoje, a produção da Triunfo é de 250 mil garrafas de 275 ml e de 250 ml/ mês e atende aos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

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Engenho Triunfo – Foto: O Concierge

Além da distribuição da cachaça, em 2006, Maria Júlia abriu as portas do Engenho e Cachaçaria Triunfo para o Turismo. O Engenho Triunfo recebe cerca de 1500 visitantes por mês, vindos de todo o Brasil e até do exterior.

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Maria Júlia Baracho – Foto: O Concierge

No engenho, a partir do pagamento de uma taxa simbólica e de agendamento prévio, é possível se fazer um tour guiado na companhia da própria Maria Júlia, onde o turista além de conhecer todos os passos da fabricação da cachaça, pode conhece o “museu”, onde estão expostos os artefatos que eles utilizavam para o engarrafamento da bebida, e também se emocionar com a história de amor do casal, que resultou no engenho, contada pela própria Maria Júlia.

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Museu do Engenho Triunfo – Foto: Divulgação

Após a visita guiada, o turista pode degustar caldinhos, comer frutas de época, provar o sorvete Triunfo feito com cachaça e, claro, degustar os variados tipos da cachaça que são armazenadas em barris das madeiras umburana, carvalho e jequitibá rosa. Tudo isso num ambiente com diversos tipos de flores e plantas cultivadas no próprio Engenho. Todo o ambiente é especialmente preparado por Maria Júlia para que o turista tenha uma experiência agradável durante sua visita.

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Degustação no Engenho Triunfo – Foto: O Concierge

Também é possível comprar na lojinha do Engenho, as cachaças em garrafas tradicionais e nas garrafas especiais, importadas da França, feitas de porcelana, com impressão em pó de ouro. Há, ainda, artesanato local e sabonetes esfoliantes feitos do bagaço da cana-de-açúcar.

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Lojinha do Engenho Triunfo – Foto: O Concierge

Com toda certeza, uma cachaça de qualidade, é um excelente presente para os apreciadores da boa cachaça.

A Triunfo é uma história de amor que se transformou em uma grande Empresa, sustentável e responsável e que vale a pena visitar.

Nessa última semana eu tive a oportunidade de acompanhar o repórter Gerson de Souza, do programa “Domingo Espetacular”, da Record, para gravação no Litoral Norte da Paraíba  e,  para a minha surpresa,  além de conhecer a cachaça Triunfo, que é uma das prediletas dele, ele me disse que aprendeu que a cachaça Triunfo é uma “cachaça honesta!”

Ou seja, se você é um apreciador de cachaça de qualidade e gosta de ser bem recebido, o Engenho e Cachaçaria Triunfo é o seu lugar!

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Área externa para degustação no Engenho Triunfo – Foto: O Concierge
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Frutas para degustação no Engenho Triunfo – Foto: O Concierge

Visitação

Segunda à Sábado das 08h as 17h

Domingo das 09h às 11h

O Engenho Triunfo fica localizado na zona rural de Areia. Informações: (83) 3362-2390/(83) 9.9931-9861 ou pelo e-mail: triunfo@oi.com.br

www.cachacatriunfo.com.br

A origem da Cachaça por Ricardo Maranhão:

*Com informações do Engenho e Cachaçaria Triunfo

Fotos: O Concierge / Divulgação

Vídeo: Divulgação

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Alessandra Lontra
É formada em Marketing Estratégico. Atua na área de Turismo há mais de 30 anos. Inicialmente na área de hotelaria, atuou em agências e Operadoras de Turismo como Gerente Comercial tendo desenvolvido diversos produtos. Atuou como interlocutora/coordenadora do Grupo Gestor de João Pessoa dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional, projeto Federal do Ministério do Turismo – MTur, SEBRAE Nacional, Instituto Marca Brasil – IMB e Fundação Getúlio Vargas - FGV e representante do nordeste do referido Projeto. Atuou como Diretora Cultural do Instituto Brasileiro de Formação Educacional e Cultural de Brasília, DF - IBRAFEC. Formação em Produção de eventos pela COMUNIK DO BRASIL. Formação em Educação Fiscal pela Escola de Administração Fazendária – ESAF, Formação em Gestão Cultural para os Pontos de Cultura pela COMUNA S/A e MinC, Diretora Comercial da Bora Ali Produções, Marketing, Consultoria & Eventos, Diretora de Marketing & Divulgação do site de notícias sobre Turismo, Cultura e Gastronomia, "O Concierge" e escreve neste Blog .