A apresentação de Vinícius Lage reuniu 302 representantes da cadeia produtiva do turismo

À frente da pasta do turismo há pouco mais de três meses, o ministro Vinícius Lage foi o convidado do almoço-debate promovido nesta quarta-feira (2) pelo Lide – Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria Jr. O legado pós-Copa norteou a palestra do ministro, que prometeu empenho no desenvolvimento de ações que potencializem a super exposição do País durante o mundial.

“O Ministério nunca teve dúvidas de que faríamos uma das melhores, se não a melhor Copa de todos os tempos. O impacto econômico ainda está sendo contabilizado, mas já é possível afirmar que o legado que fica é infraestrutural e intangível”, afirmou, ressaltando, particularmente, o alcance de mercados internacionais onde o Brasil ainda não tinha uma relação constituída. Segundo o ministro, pesquisa aplicada junto a parte do universo de 600 mil turistas estrangeiros projetados até o final do mundial, apontou alto nível de satisfação e superação de expectativas. Entre os pontos altos destacados, foram indicadas a hospitalidade e os ambientes de celebração dentro e fora das arenas, além da infraestrutura e a diversidade dos atrativos turísticos. “É a partir daí que se constrói o legado. A experiência transformadora dos seres humanos é a principal característica do turismo”, destacou.

De acordo com o ministro,  o investimento nas arenas capacitará o Brasil a sediar outros eventos de grande magnitude, de forma a instituir no País uma economia do entretenimento, a exemplo de outros destinos mundiais. O ministro contabilizou a visibilidade alcançada com as cerca de 73 mil horas de transmissão de imagens para mais de 170 países, e disse que somente durante a festa de abertura foram registrados 52 milhões de posts no Facebook, cinco vezes mais que a obtida pela cerimônia do Oscar, comparou.

Ficam também como legado, lembrou o ministro, a capacitação de 15 mil pequenas empresas pelo Sebrae e de centenas de profissionais por meio dos cursos do Pronatec – 166 mil vagas abertas pelo Ministério do Turismo e outras 150 mil adicionais com competências correlatas em conjunto com outros ministérios.

Outros pontos positivos destacados pelo ministro foram a segurança, com uma articulação maior entre as polícias civil e militar; e o fortalecimento de ações ligadas aos direitos humanos – caso das campanhas contra a exploração sexual infanto-juvenil – e à sustentabilidade, lembrando as quatro arenas brasileiras já certificadas e o Passaporte Verde, ação desenvolvida com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com a formatação de 64 roteiros de baixo impacto ambiental para os turistas. “Diante de uma projeção inicial pessimista da mídia, nossa capacidade de organização foi demonstrada nesta Copa do Mundo. Agora não podemos cruzar os braços porque um legado se constrói em permanência. Esperamos ingressar em um novo ciclo de desenvolvimento a partir daqui”, ponderou.

Ao final da sua apresentação, o ministro respondeu a algumas perguntas versando sobre o mesmo tema e formuladas diretamente pela platéia, que também pode opinar na 96ª edição da Pesquisa Clima Empresarial Lide-FGV. O resultado, apresentado no encerramento, mostrou que o Brasil continua no pior patamar dos últimos dez anos, tendo recebido nota 4, na média geral, numa escala de 0 a 10, com base na análise de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.

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