Jon Snow encontra Lampião em cordel sobre Game of Thrones de escritor da PB

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Capa do cordel "A Chegada de Jon Snow no Inferno", de Astier Basílio, que conta o encontro dele com Lampião (Foto: Arte/Emmanuel dos Anjos) / Divulgação

A Chegada de Jon Snow no Inferno’ cruza cangaço com fantasia épica de George R. R. Martin, de autoria do paraibano Astier Basílio

Por Krystine Carneiro

Às vésperas da estreia da 7ª temporada da série “Game Of Thrones”, o escritor paraibano Astier Basílio lança o cordel “A Chegada de Jon Snow no Inferno”. No folheto, o personagem interpretado na saga pelo ator Kit Harington encontra com personagens da história e do folclore nordestino, como Lampião e Cumade Fulozinha.

De acordo com Basílio, a trama se passa entre a morte e a ressurreição de Jon Snow, um dos protagonistas da adaptada série de livros ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, do americano George R. R. Martin. A capa da obra, com arte de Emmanuel dos Anjos, mostra Jon Snow com trajes de cangaceiro.
O folheto também conta com a presença de personagens já conhecidos da série de TV e dos livros, como o pai dele, Ned Stark, e a sacerdotisa vermelha Melisandre.

Jon Snow em cena da 7ª temporada de 'Game of Thrones' (Foto: Reprodução)
Jon Snow em cena da 7ª temporada de ‘Game of Thrones’ (Foto: Reprodução)

Jon disse: “que estranho porte…
E as roupas que vocês usam?”.
Lampião: “Somos do Norte.
E aqui os Nortes se cruzam
Serra Talhada, Winterfell
Bebemos do mesmo fel
A mesma sorte nos veste.
Pois do Norte somos nós.
O sertão é um Westeros
Winterfell é o Nordeste”

Em passagem pelo inferno, Jon Snow tem que pagar os pecados que cometeu em vida, uma referência à “Divina Comédia”, de Dante Alighieri.

“Trabalhei em cima dessa perspectiva de que o que as pessoas fazem em vida, elas acabam repetindo no inferno, como se fosse um espelho invertido. Ele morre várias vezes até conseguir se perdoar”, explicou Basílio.

Outra referência que Basílio tomou para fazer a narrativa foi o folheto clássico da literatura de cordel “A Chegada de Lampião no Inferno”, de José Pachêco, que inspira, inclusive, o título do folheto paraibano.

G1