No mundo dos viajantes eles já representam 10% do fluxo. Converteu-se nas ultimas temporadas em um segmento cobiçado por destinos, empresas, hotelaria de luxo, cruzeiros, receptivos e serviços turísticos.  Lógico que existem muitos esterótipos em relação às preferencias que envolvem gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, e o turismo não escapa a esta regra. Aspectos  que  estiveram em exposição e debates em Buenos Aires, com aGnetwork360, a sétima conferêcia internacional de marketing e turismo LGBT realizada nesta semana no Alvear Hotel.

Participaram  nesta sétima edição, mais de 2 mil participantes, 48 conferencistas e apoiadores como a Delta Airlines, além do Ministério de Turismo da Argentina através do Inprotur, bem como do Ente Turistico de Buenos Aires – o organismo oficial da capital argentina.

Um dos detalhes foi desmistificar a imagem do gay superpoderoso, rico e culto. ‘Somos como a média da sociedade, apenas que dispomos de modo diferente de nosso tempo e dinheiro, afirmou Pablo De Luca, presidente da Camara de Comércio Gay Lésbica Argentina e organizador do evento. Com seu companheiro, em relação de de mais de uma década, mantém atividade profissional em uma empresa têxtil e na área de cosméticos e sintetiza um comportamento..

‘Não gastamos mais que os heteros, apenas viajamos mais’, afirmou.

Entre os temas do evento, a comunicação LGBT aplicada aos avanços tecnológicos e redes sociais, destinos em mais de 15 paises, e tres jornadas de capacitação  foram realizadas durante o encontro.

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A relevância do segmento já avançou por todos os caminhos, mesmo que ainda exista a indisfarçável repressão. O turismo LGBT está presente na maioria das feiras internacionais do turismo mundial, casos da ITB de Berlim, da Fitur de Madrid, da PATA na Ásia.  Tem um giro financeiro que alcança mais de US$ 150 bilhões por ano, comparável ao movimento dos viajantes norteamericanos e alemães, segundo e terceiro principais paises emissores.

O crescimento do turismo LGBT foi de 3% em 2013, e atingiu 9,7% do movimento internacional, de acordo com dados do WTC – World Travel and Tourism Council.  É um imenso potencial segmentado.

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A Argentina está entre os países que são modelo na melhor promoção do turismo gay e sua igualdade de direitos. Buenos Aires é um dos destinos favoritos no mundo. Em Mendoza a Festa da Vindima Gay é um acontecimento. Puerto Madryn, Jujuy e Ushuaia, na região da Patagônia, também estão se adaptando à uma regulamentação de promoção e captação que inclui a realização de casamentos gays, também considerados como um  ítem em ascensão dentro do próprio segmento.  Recentemente houve um que chamou a atenção por um senador australiano com seu noivo alemão com 40 convidados que vieram do exterior.

Pelo terceiro ano seguido a Argentina foi um dos destinos escolhido entre os preferidos.Entre os atrativos  ganham destaque a arte, enogastronomia, e o exotismo. No mundo, a  Taillandia está em primeiro.

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Foto: Divulgação