Identidade visual de João Pessoa como Cidade Criativa da Unesco é apresentada

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Imagem: Divulgação

por Max Oliveira e Luis Carlos Lima

A identidade visual de João Pessoa como Cidade Criativa da Unesco foi apresentada nesta terça-feira (07). O selo, que foi criado pelo designer paraibano Fábio Morais, foi conferido à Capital paraibana pela sua relevância como vitrine e como grande porta de saída da produção artesanal de todo o estado da Paraíba. A arte faz referência aos cartões postais da cidade, como o Rio Sanhauá, o Novo Parque da Lagoa e o Farol do Cabo Branco.

O selo é a certificação de que a cidade está integrada a uma rede de cooperação internacional que dará mais visibilidade, credibilidade e mercado para diversas associações de artesãos que fazem da arte com suas mãos uma alternativa de sustento e de manutenção da cultura popular. A Associação Sereias da Penha foi a entidade representativa da classe que chancelou o envio do dossiê a Unesco.

“A emoção é muito grande de saber que João Pessoa faz parte da Rede Mundial de Cidades Criativas da Unesco. Com esse estímulo, poderemos avançar desenvolvendo ações que contribuam ainda mais para dar visibilidade ao nosso artesanato e arte popular. João Pessoa vive um momento muito especial de premiações e receber este título nos enche de orgulho e motivação para continuar investindo muito na cultura popular, no artesanato e, principalmente, nos artesão, nos artistas”, disse Luciano Cartaxo.

Em todo o mundo, são apenas 180 cidades que integram a Rede Mundial de Cidades Criativas em sete categorias: design, artes midiáticas, gastronomia, cinema, literatura, música e artesanato e arte popular. E são apenas oito cidades brasileiras na lista: Belém (gastronomia), Paraty (gastronomia), Florianópolis (gastronomia), Curitiba (design), Brasília (desing), Salvador (música), Santos (cinema) e João Pessoa, única cidade na categoria artesanato e arte popular.

Marielsa Rodriguez, analista técnica do Sebrae-PB, empresa cuja parceria com a PMJP resultou no investimento ao grupo Sereias da Penha, acredita que o selo pode servir como vitrine da produção artesanal paraibana. “O selo vai funcionar como uma grande vitrine para o mercado consumidor. É pela Capital que toda a produção do artesanato estadual é escoada e esse título vem trazendo junto com ele benefícios econômicos incalculáveis para nossos grupos de artesãos”, disse.

O selo – A logomarca foi criada a partir de três importantes referências da cidade de João Pessoa que estivessem associadas a arte popular e o artesanato, explica o designer Fábio Morais. Os traços, então, ganharam inicialmente a forma de um pote de barro. Em seguida, vieram o Novo Parque da Lagoa e o Farol do Cabo Branco.

“O pote de barro tem um cunho popular, porque é um utensílio decorativo e é característico. E como pontos de identificação da cidade, o Farol do Cabo Branco, por estar localizado no ponto mais oriental das Américas, além da sua forma em estrela com as pontas. A Lagoa do Parque Solon de Lucena seria algo central e marcante na cidade. A busca foi identificar todos esses elementos em uma única forma”, disse o artista.

 Secom JP