Fornatur faz um alerta de que Cadastur e Lei Geral do Turismo não funcionam

0
274
ão do Fornatur no Rio de Janeiro - Foto: Divulgação

Luiz Marcos Fernandes

Na última reunião do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo – Fornatur do ano, no Hotel das Paineiras, no Rio de Janeiro, Nilo Sérgio Felix , presidente do Fornatur e Secretário Estadual de Turismo do RJ, abriu o evento com o espirito de cobrança do Governo que a seu ver deve gerar mais recursos para o Turismo e tornar o Cadastur e a Lei Geral do Turismo instrumentos que venham favorecer os Estados e o setor.

“ Existem apenas promessas de rever o Cadastur que não funciona e o mesmo acontece com a Lei Geral do Turismo. Mandamos uma carta com 10 itens e até o momento nada foi definido. Não há expectativa de novos recursos nem repasse das verbas pelo Cadastur. Já havia cobrado a Tetê Bezerra as mudanças prometidas. É o momento de cobrar, não ouvir mais e mais promessas. Lembro que nos últimos 13 anos o Ministério do Turismo teve 11 ministros, o que é um absurdo.

O secretário de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais cobrou um MTur mais atuante. “Não existe sequer um Plano Diretor de Turismo com ações efetivas. Precisamos de um ministério mais atuante porque nosso setor não cresce. Todos os programas do ministério estão parados”.

Benedito Braga, subsecretário de turismo da Bahia lembrou que o estado tem enfrentado dificuldades em relação ao Cadastur. “O último cadastramento realizado tem 5 anos”. Lembrou que faltam recursos para sinalização turística. Hugo Veiga, subsecretario do Maranhão reclamou de uma falta de um programa da Embratur que inclua o estado na promoção internacional. “O Estado está sendo ignorado pela Embratur em mercados como os Estados Unidos e Asia. Recebemos 4 mil japoneses por ano mas não existe nenhuma ação promocional dos Lençóis Maranhenses nestes mercados”.

Valdir Walendowsky, presidente da Santur, lembrou das demandas dos estados. “Nós já estamos com 157 voos do Chile e mais de 400 da Argentina neste verão ultrapassando a marca de 650 charteres na temporada. Isso mostra que o foco tem que ser a América do Sul. Nossa projeção é de 1,5 milhão de argentinos até a Páscoa. A maioria vem por meio rodoviário e os turistas levam 9 horas para passarem pela fronteira. Precisamos minimizar e neste verão teremos problemas novamente”, alertou.

M&E

Foto: Divulgação