Impulsionados pelos gastos realizados durante a Copa do Mundo FIFA 2014, as despesas de estrangeiros que vem a turismo no Brasil chegaram a US$ 6,914 bilhões no ano passado, o maior volume nos últimos dez anos, conforme dados divulgados hoje pelo Banco Central. Em dezembro, essas despesas somaram US$ 524 milhões. Na comparação com o desempenho de 2013, o resultado do ano passado representou um crescimento de 3%.

Na comparação com outros produtos e serviços que trazem dólares para a economia brasileira, a entrada de divisas com turismo perde apenas para minério de ferro, soja triturada, óleos brutos de petróleo, açúcar em cana e farelo, e resíduos da extração de óleo de soja, conforme dados da balança comercial de 2014, divulgados no começo de janeiro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

O saldo de quase US$ 7 bilhões no ano passado deixado no País pelos visitantes internacionais gerou, por exemplo, uma receita maior que a exportação de carne de frango (US$ 6,892 bilhões), café cru em grãos (US$ 6,041 bilhões) e automóveis de passageiros (US$ 3,195 bilhões). “Esses números comprovam a importância do turismo para a economia brasileira, gerando empregos e mais renda para a população”, afirmou o presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Vicente Neto.

Em dez anos, desde 2005, a entrada de divisas por meio do turismo registrou alta de 79%, segundo os dados do Banco Central. Junho e julho do ano passado, meses em que a Copa do Mundo de futebol foi disputada no Brasil, registram gastos mensais recordes dos turistas estrangeiros no Brasil: US$ 797 milhões e US$ 789 milhões, respectivamente. Mais de 1 milhão de visitantes internacionais estiveram no Brasil durante o período da Copa.​ “Os resultados de 2014, confirmam que a cadeia produtiva do turismo nacional e internacional tem amplo potencial para continuar crescendo e se tornar um segmento cada vez mais importante para o desenvolvimento do País. Estamos no caminho  certo e sabemos que, daqui para frente vamos chegar a números ainda melhores até os Jogos Olímpicos de 2016”, conclui Neto.

Embratur
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