A direção da Emirates Airlines, através do seu presidente Tim Clark, pediu uma reunião global das empresas aéreas para  o estabelecimento de uma posição única para repensar ameças causadas ao tráfego  aéreo mundial por conflitos e  que também seja a resposta  do setor ao acontecimento da queda de um avião  da Malaysia, abatido quando em voo sobre o território da Ucrânia, na fronteira com a Russia.

“A comunidade aérea internacional precisa responder como uma entidade,  afirmando que é absolutamente inaceitável e ultrajante, e que não irá tolerar ser alvo em conflitos regionais que não tem nada a ver com as empresas e seus serviços”,  afirmou o executivo da Emirates, em Paris.

Clark afirmou que a Associação Internacional de Transporte Aéreo deverá convocar uma conferência internacional para discutir quais as mudanças e medidas que precisam ser feitas e  sobre a forma como a aviação deve se posicionar com a instabilidade  existente em várias partes do globo.

Uma missão do governo da Holanda estará nesta segunda (21), na sede da ONU, em Nova York para reunir-se com membros do  Conselho de Segurança, Segundo o primeiro-ministro, Mark Rutte, será para obter apoio à uma resposta internacional contra a Russia,em mais uma tentativa de se obter acesso completo ao local da queda do avião, ainda  controlada por rebeldes pró-Rússia e inacessível aos investigadores.

‘Familiares das vítimas – a maioria são holandeses –  estão frustrados e irritados por não terem acesso aos corpos. O choque foi ainda maior ao ver na televisão corpos das vitimas serem transportados em trens refrigerados’, afirmou em seu pronunciamento..

A Holanda concordou em liderar uma equipe multinacional de especialistas forenses para identificar e recuperar os corpos. Um grupo, sob bandeira da ONU, deve chegar ao local nesta segunda.

O mundo continua exigindo explicações e respostas a uma série de questões sobre o caso. E em meio às várias existentes ou supostas, outras são reveladas. Como o pedido transmitido a um avião da Air India que voava a 25 km de distância do Boeing da Malaysia.

Controladores do tráfego aéreo da Ucrania teriam solicitado que a equipe do avião indiano, voando na rota entre Nova Delhi e Birmingham, tentasse entrar em contato com a aeronave da Malásia que havia simplesmente parado de responder aos chamados.

Isto teria acontecido logo depois do tráfego aéreo ucraniano ter dando permissão para que o avião do voo 17 voasse em ‘linha reta’ na travessia pela região.