As obras e ações de prevenção ao período chuvoso em João Pessoa começam nesta segunda-feira (7), segundo o coordenador da Defesa Civil, Noé Estrela. A meta é reduzir o impacto dos 103 pontos de alagamento recorrentes no período das chuvas. Desse total, 53 deles estão associados à galerias pluviais. Além da desobstrução de galerias, a equipe pretende vistoriar as condições de barreiras e realizar a limpeza de rios.

Mais de 120 agentes das secretarias de Meio Ambiente (Seman), Mobilidade Urbana (Semob), Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Infraestrutura (Seinfra), e Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) iniciam os trabalhos, às 7h, nas imediações do monumento A Pedra do Reino, no Parque Solon de Lucena, no Centro.

A área central será o ponto de partida da ação preventiva por conta dos cinco pontos de alagamento que causam transtornos à população quando chove: imediações da Praça Napoleão Laureano, próximo à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU); trecho entre as avenidas Coremas com a Pedro II; Baixo Róger; anel interno da Lagoa do Parque Sólon de Lucena e Avenida Pedro II, próximo a Delegacia da Mulher.

Noé Estrela destacou que a expectativa é de realizar 80% de todo esse serviço antes do inverno, que começa oficialmente no dia 21 de junho. “Nós realizamos o planejamento de todas as ações, mas sem uma data definida para acabar porque vai depender das demandas em cada área. Pretendemos concluir 80% do maior volume de ações antes do inverno. Enquanto houver chuva nós continuaremos o trabalho de prevenção e o acompanhamento às áreas de risco”, ressaltou.

Segundo a Defesa Civil, os bairros do Centro, Torre e Bancários estão entre as prioridades devido ao impacto que ocasionam na rotina da cidade quando ocorrem alagamentos, principalmente obstruindo a passagem de pedestres, veículos e até ônibus. No Centro, o transbordamento da lagoa é um dos principais problemas. No anel externo, ‘bocas de lobo’ também estouram.

No Centro, a interdição do anel interno e da Praça Napoleão Laureano devido ao alagamento provoca congestionamento e sobrecarrega as vias centrais do entorno. A solução, segundo o coordenador Noé Estrela, está sendo discutida com a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) que está elaborando projetos de redimensionamento das galerias. “Algumas galerias existem há décadas e até séculos, então, vamos fazer correções porque o que temos hoje são galerias estranguladas por não comportarem o excesso de água das chuvas”, disse.

Considerado um bairro intermediário, a Torre passou nos últimos anos por obras na Avenida Rui Barbosa, mas os problemas na área persistem, no trecho entre o encontro dela com a Avenida Beira Rio até o antigo Lactário da Torre. “Há um projeto em elaboração para corrigir esse problema de alagamento definitivamente”, disse Noé.

Na Zona Sul da capital, os frequentes alagamentos na Avenida Sérgio Guerra (principal), nos Bancários tem ocasionado, segundo Noé, em estrangulamento em todo o fluxo de veículos que vem de Mangabeira, Jardim Cidade Universitária e José Américo quando o volume de chuvas é grande. O alagamento ocorre nas imediações do Centro de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Espaço do Ser.

Limpeza dos rios
Os rios Cuiá e Jaguaribe, principalmente, passaram por limpeza nas ações preventivas que começam nesta segunda-feira (7). A ação, coordenada pela Defesa Civil, contemplará também a retirada de vegetação acumulada nos rios e nas encostas, retirada de lixo e excesso de areia. Noé Estrela da Defesa Civil enfatizou que equipes com escavadeiras atuarão nos trechos que abrangem as comunidades Santa Clara e São Rafael (Castelo Branco) e Padre Hildo Bandeiro (Torre/Tambauzinho) por margearem o Rio Jaguaribe; e a Rua Brasilino Alves da Nóbrega, que liga os bairros de Mangabeira e Valentina Figueredo, por onde passa o Rio Cuiá.

G1
Foto: Walter Paparazzo