Uma nova era dourada para as viagens e para a industria turística.  Muitos segmentos da economia global serão favorecidos e darão um sonoro adeus para a recessão. É preciso estar atento e saber aproveitar, pois também, longe de ser uniforme, o crescimento que está em curso terá tantos ganhadores como perdedores.

Sem discussões de muita teoria e pouco valor prático, o que importa mesmo na industria do turismo são fatos contundentes e entre eles eis um que surge com toda a força do setor. O setor de viagens terá um crescimento anual de 5,4% durante os próximos dez anos, impulsionado principalmente pela China cujo peso como mercado emissor alcançará 20% do total mundial em 2023.

Os dados e previsões constam do relatório apresentado pela Oxford Economics para a Amadeus em um estudo sobre tendências macroeconômicas  No crescimento projetado para a próxima década, quando o Turismo representará mais do que os 2 pontos percentuais do PIB mundial.  O aumento será sensivelmente maior nos gastos com viagens internacionais, com destaque para a região Ásia-Pacifico que chegará a 40% do movimento geral. Jà a Europa, ainda o principal continente turístico do mundo, reduzirá seu peso de 45% mostrado em 2012 para 34% no decorrer dos próximos dez anos.

viajantechineses-4jpgA ascensão da China como mercado líder, superando os Estados Unidos, será realmente possível com o numero de famílias chinesas que poderão permitir-se viajar ao exterior, com números que deverão dobrar em relação aos atuais. Jà em 2017, daqui hà três anos, a China também vai se converter no maior mercado de viagens domésticas.

Para o diretor associado da Oxford Economics, Andrew Tessler, ‘o desenvolvimento chinês é um elemento chave que é acrescentado por muitos fatores nos quais incluímos outros mercados emergentes como Russia, India, Indonésia, Turquia e O Brasil, todos com média superior de 5% nos próximos anos’

Mais viagens, mais voos. Além das perspectivas otimistas para o setor, o estudo revela que as viagens de negócios serão ativadas em larga escala entre o Oriente e o Ocidente, especialmente no trânsito entre os mercados asiáticos e norte-americano. Até 2023, espera-se que os asiáticos concentrem 55% dos gastos mundiais em viagens empresariais, 7% serão dos Estados Unidos e 15% para uma recuperação mais lenta do continente europeu.

India, Indonésia e Russia eis os mercados que deverão apresentar maior crescimento no setor aéreo. As viagens nos países que não integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tendem a se converter nos principais corredores do tráfego aéreo mundial, representando 51%, com uma continua expansão das empresas low-cost. Estas companhias de baixo custo continuarão com a  maior captação nos mercados domésticos e intraregionais.

Jà no setor de hospedagem, outro ponto importante deste entorno viajante, a previsão é de um crescimento anual  de 3,5% na demanda doméstica dos hotéis e de 5,1% no movimento internacional..

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