Encontro com representantes de bares e restaurantes debate a expansão da atividade e a competitividade de um dos setores que mais gera empregos no país

O ministro do Turismo, Vinícius Lages, participou na última terça-feira (12) da abertura do 26º Congresso Nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, em Brasília, o mais importante evento do país sobre alimentação fora do lar, que debate a gestão de negócios e os principais desafios do setor.

 De acordo com Lages, a gastronomia foi um dos atrativos que contribuiu para tornar satisfatória a passagem dos estrangeiros pelo Brasil. O ministro defendeu um trabalho conjunto entre o governo federal e o segmento, no sentido de expandir a atividade, praticada essencialmente por pequenos empreendimentos.

“Temos o desafio de buscarmos um consenso com o parlamento e o governo federal, para que entraves que ainda impedem uma competitividade maior do setor, uma das grandes forças do turismo nacional, possam ser superados”, afirmou. O segmento de bares e restaurantes contribui com 1,5 milhão de empregos formais, de acordo com o Ministério do Trabalho.

O presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior, falou sobre a importância do segmento, responsável, segundo ele, por 50% dos empregos no turismo, e defendeu a flexibilização dos contratos de mão de obra, com intervalos na jornada. “Temos que cuidar permanentemente para que nossa atividade seja cada dia mais competitiva”, disse.

Já o ministro do Trabalho, Manoel Dias, informou que a pasta rediscute a questão e apontou a necessidade de atualização da legislação trabalhista. “Defendemos garantias aos trabalhadores, mas devemos permanentemente atualizar normas, a fim de que o país possa se desenvolver. Vamos ouvir todos os setores e, em 90 dias, queremos baixar novas normas”, adiantou.

O ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, que representou a presidenta Dilma Rousseff no evento, citou pontos da atualização da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que protegem negócios menores, como o critério de faturamento da empresa (até R$ 3,6 milhões), e não mais a atividade, para adesão ao programa, facilidades à formalização de empresas e a criação do registro único de empreendimentos.

“Pela lei, toda norma que não leve em conta o tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas, conforme determina a Constituição, não se aplica à micro e a pequena empresa”, declarou Afif.

A abertura do Congresso da Abrasel, que desde 2006 ocorre na capital federal, reuniu autoridades e convidados no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada. As atividades do evento prosseguem até quinta-feira (14), com apresentações de chefs de cozinha e debates sobre gastronomia e marketing, entre outros assuntos.

MTur
Foto: Divulgação