De domingo a domingo, das 7h às 22h, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Divisão de Fiscalização (Difi) da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), trabalha orientando a população sobre a importância de preservar e manter o equilíbrio do meio ambiente da cidade.

No primeiro semestre de 2014 a Semam recebeu 1.943 denúncias, sendo 1.146 de poluição sonora, 144 de poluição atmosférica, 126 de águas servidas (águas utilizadas para lavar roupas e louças e que são despejadas ao ar livre), 61 de criação de animais, 43 de poda e corte de árvores feitos de forma inadequada e ainda outras 423 reclamações relacionadas ao descumprimento da legislação ambiental.

O trabalho da Difi é feito por 21 fiscais, sendo três equipes por dia, cada equipe com dois técnicos ambientais. Os profissionais trabalham com equipamentos como Decibelímetro (utilizado para verificar a intensidade do som), máquinas fotográficas e Oxímetro (aparelho que mede a quantidade de oxigênio na água), para os casos de denúncias de esgotos clandestinos.

A primeira abordagem dos fiscais ambientais tem caráter educativo, com informações sobre legislação ambiental. Nesse primeiro momento os infratores recebem uma notificação e são orientados para que respeitem a lei. Em caso de reincidência, é aplicada multa. No caso de poluição sonora, as multas podem variar entre R$1.200 a R$5.000.

Para o chefe da Difi, Waldir Diniz Farias Júnior, “o primeiro compromisso das equipes é com a população de forma geral. Nosso grande desafio é fazer com que as pessoas entendam que é preciso sim garantir os espaços de diversão, da livre manifestação religiosa e até o trabalho de muitas pessoas, mas sem perder de vista os limites do bom senso, sem perturbar o sossego alheio”, concluiu.

Picãozinho – Além da preservação das áreas verdes, a Semam tem desenvolvido um trabalho de educação ambiental em Picãozinho, em parceria com a Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros, Capitania dos Portos e Secretaria de Turismo de João Pessoa (Setur). Os fiscais orientam os banhistas para que tenham uma prática responsável durante as atividades recreativas.

Assim como as florestas,os recifes de corais são considerados sistemas com maior biodiversidade concentrada. São formações milenares, compostas de plantas e dos próprios corais, que podem ser considerados espécies de animais. Os corais são frágeis e podem ser destruídos com facilidade. Por esta razão os fiscais orientam para que os banhistas evitem pisar sobre as estruturas.

Alimentar os peixes também não é uma conduta adequada, já que prejudica a saúde dos animais marinhos. Restos de conchas, estrelas do mar e corais servem de abrigo e, por isso, não devem ser coletados. Os equipamentos de mergulho devem ser mantidos perto do corpo, para que não destruam os corais.