Cinépolis estreia cinema de arte com filme Lady Macbeth

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Florence Pugh em Lady Macbeth, de William Oldroy - Imagem: Divulgação

Este filme independente britânico brilhantemente feminista apunhala uma faca fria e afiada nas costas dos melodramas – Cath Clarke, Timeout/EUA

Numa época em que a mulher era propriedade dos homens, a memorável história de uma mulher em luta pela liberdade e o direito de escolha até às últimas consequências. Inspirado em Macbeth, de William Shakespeare, o russo  Nikolai Lekov  fez em Lady Macbeth of the Mtsensk District, uma versão feminista e o diretor teatral William Oldroy a adapta para marcar a sua estreia como cineasta, numa obra premiada em diversos festivais internacionais e que mesmo antes de estrear no circuito mundial tem 91% de aprovação no site estadunidense de críticas Rotten Tomatoes.

ENREDO

Inglaterra, 1865. Katherine, uma jovem comprada com uma parte da propriedade de seu pai, fica presa a um casamento sem amor com Alexander, um homem com o dobro de sua idade. Revolta-se por estar obrigada a cumprir as determinações dele e do pai, um homem cruel. Encontra um pouco de liberdade quando eles viajam a negócios e ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o negro Sebastian. É quando decide enfrentar o marido e as famílias, a sua e a dele, o que gera um conflito de consequências terríveis para todos.

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Estreia nesta 5ª-feira, dia (7)

Cinema de Arte/Cinépolis Manaíra Shopping – Sala 1

De segunda a sexta-feira as 19h30

Sábados e domingos as 14h

Mais informações – www.cinemadearte.com.br

 

O FILME E O DIRETOR

Vencedor do Fipresci (Prêmio da Crítica Internacional) nos Festivais de Zurique (Suíça), Sebastian (Espanha) e Toronto (Canadá), e também o Cineuropa do Les Arcs European Film Festival; Melhor Filme nos festivais de Monteclair (França), Palm Springs (EUA), San Sebastian e Thessaloniki e Menção Especial no Festival de Zurique. Baseado no livro Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk, de Nikolai Leskov, editado no Brasil pela Editora Presença.

A PALAVRA DE WILLIAM

Para katherine, piora pelo fato de que (…) Em 1865, ela era propriedade do marido. Foi somente com o ‘married women’s equality act’, de 1870, que as mulheres deixaram de ser propriedade de seus maridos, e até poderiam possuir propriedade. Então, pensamos em liberdade agora (…) Mas, para katherine isso foi realmente limitado e espero que nos ajude a entender por que ela segue o caminho que faz. Está isolada em termos de geografia, isolada em termos de seus relacionamentos e não pode ver outra saída, e isso era algo que queríamos explorar totalmente no filme.

William Oldroyd, Cineasta

OPINIÃO DA CRÍTICA

Um filme de força genuína golpeia no estômago com um punho cerrado, simultaneamente sedutor por sua beleza enquanto rejeitava no abismo moral.

Paul Risker, Popmatters/Inglaterra

Lady Macbeth revela a essência do seu enredo no título, mas as reviravoltas escuras da emocionante narrativa ainda conseguem surpreender.

Eric kohn, Indiewire

Lady Macbeth opera principalmente dentro das convenções do período estabelecido, mas tira sangue fresco do material antigo graças a um elenco talentoso, acenos sutis para questões contemporâneas de raça e gênero, é um forte golpe de melodrama gótico

Stephen Dalton, Hollywood reporter

Ascom Cinépolis