Cegonha apressada

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Imagem: Acervo da família

Por Elba GGomes

Cheguei, E cheguei antes da hora. Bem antes. A família estava me esperando para 14 de junho, mas aterrissei em 22 de maio – Dia do abraço -. Estava mesmo era com vontade de abraçar todo mundo. Trouxe lembranças de todos do lado de lá. Meus pais combinaram que meu nome seria Maria Luísa, mas antes de eu nascer já me chamavam de Malu. Eu nem liguei pra isso porque tudo que envolve amor é bom.

Chá de fraldas tive três: um em Brasília, um em Recife e outro em João Pessoa. Por isso, acho que vou ser muito festeira. O motivo dos “chás” foi corujinha.  Amei, porque   a coruja  simboliza mistério, inteligência, sabedoria, conhecimento …  Na mitologia grega, Athena, a deusa da sabedoria, tinha a coruja como símbolo. Vocês acreditam que o último Chá de Fraldas foi no sábado e eu nasci na segunda? Eu já sabia  e fiquei  só pensando no susto que ia dar em todo mundo. Até que foi divertido!

Todos torceram por mim e me acompanharam o tempo que durou  minha viagem: meus pais, meus avós, minhas tias, meus primos e os amigos. Até minha bisa. Sabiam, que eu tenho uma bisa? Minha bisa Elba fez uma manta para mim, da cor do mar. Segundo ela, o ponto de crochê chama-se “ondas do mar”. Acho que foi porque meu destino era João Pessoa que é a terra da minha mãe.

Agora, vocês imaginem a confusão que foi quando às 6h38, a “bolsa” estourou e foi aquela correria para o hospital. E meu pai estava em Brasília, pois o combinado é que ele iria tirar férias a partir de 12 de junho e viajar dia 13  para me esperar. Vixe, coitado! Teve que correr para o aeroporto de Brasília e esperar o voo de 11h30. Ele deve ter acabado com as solas dos sapatos de tanto andar pra lá e pra cá ou deve ter ficado com os dedos dormentes de tanto digitar mensagens.

Finalmente, ele chegou (depois de mim, é claro) e tomou outro susto, pois eu estava na incubadora, esperando resolver um probleminha. Coisa à toa. Vocês precisavam registrar a cara de espanto dele. Todo bobo de me ver.

Minha avó Alessandra só ficou sabendo da minha chegada pela manhã porque minha mãe deu o aviso por WhatsApp e ela não viu. Foi minha tia-avó Luciene que  deu a notícia quando ela acordou. Foi outra correria. Àquela altura, o grupo de Brasília já estava em polvorosa. Confesso que eu estava curtindo a cara de surpresa de todos.  Foi muito legal.

Outra coisa: (já ia me esquecendo) eu tenho um primo – Samuel – que também está chegando (filho da minha prima Jamile e do Sérgio). Ela é prima do meu pai e minha também. Tínhamos combinado que chegaríamos juntos, em junho, mas a minha cegonha estava muito atarefada e disse para a amiga cegonha (do Samuel) que estava com muitas entregas para o Nordeste e que não poderia esperá-la.  Eu, então,  disse para ele: “Fique triste não, que já, já a gente se encontra

Bem, quero falar que estou adorando estar aqui, que todos me tratam com muito amor e que estou me fortalecendo a cada dia para que possa crescer firme  e forte, pois tenho uma missão a cumprir neste Planeta Terra.

Somos muitas crianças chegando em missão de paz e de amor. Cada um de nós representa uma estrelinha luminosa e temos que cuidar para que nossa luz fique sempre brilhando para os homens do Planeta melhorarem.

Ah! Querem me conhecer melhor? Aí vai minha ficha técnica:

FICHA TÉCNICA MALU