A terceira e última semana do Circuito Cultural inicia nesta quinta-feira (8), com a intervenção do Coletivo Graffiti Paraíba, às 15h, na lateral da Praça Pedro Américo, em João Pessoa. O Grupo conta com mais de 15 grafiteiros, além de parceiros que trabalham junto do Coletivo, unindo nomes não apenas na Capital, como GigaBrow, Cybele Dantas, Priscilla Lima, Marquinhos Perfect, Américo Gomes, Pablo Matheus, Wanessa Dedoverde, entre outros, mas também de Campina Grande, como Sponja, Celo, Jed e Ttaynha.

GigaBrow foi um dos precursores do Graffiti na cidade de João Pessoa, sendo o primeiro grafiteiro a ministrar oficinas, capacitando artistas que hoje atuam na cena, e criando o mutirão intitulado de Graffiti Sound System, onde 15 grafiteiros se reuniram e pintaram um grande painel na Praça da Socic, no Centro da capital. Esse foi apenas o primeiro de seis eventos que aconteceram em comunidades como Bairro São José, em Manaíra, e Citex, no Conjunto Ernesto Geisel.

Após essas ações, os grafiteiros começaram a fazer reuniões com intenção de se organizar, estabelecer preços para as pinturas, elaborar projetos, dar continuidade aos mutirões e agregar artistas de outras cidades do Estado. Foi então formado o Coletivo Graffiti Paraíba, que tem como um dos objetivos promover o Graffiti, não só de João Pessoa, mas de toda Paraíba.

Cena do filme "Cancha – Antigamente Era Mais Moderno"
Cena do filme “Cancha – Antigamente Era Mais Moderno”

A Mostra do Cinema Paraibano tem sua última sessão nessa quinta, às 19h, na Praça Rio Branco, com a exibição de seis curtas metragens. O documentário de Luciano Mariz, de Campina Grande, “Cancha – Antigamente Era Mais Moderno” inicia a Mostra, sendo seguido pela ficção “Espectral”, de Bruno Vinelli e Jailson Barros, de João Pessoa; pelo documentário “Uma Ciência Encantada”, de Chico Salles, de João Pessoa; pela ficção “Sobre Cabelos”, de Lincoln Ferdinand, de Campina Grande; pela ficção “Catástrofe”, de Gian Orsini, de João Pessoa; e encerrando o documentário de Torquato Joel, de João Pessoa, “Transmutação”.

Ratos do Porão
Ratos do Porão

Para finalizar a noite, acontecem dois shows na Praça Antenor Navarro. Às 21h, é a vez da banda campinense Warcursed. Formado em 2004, inicialmente o grupo era um cover do Megadeth. Depois de alguns anos, surgiram as músicas próprias e a vontade de formar uma banda completamente autoral, com Marsell Senko, na bateria; Richard Senko, na guitarra; Eduardo Victor, também na guitarra; e Jean Sauvé, no contrabaixo e voz.

Warcursed
Warcursed

Em 2011, a banda iniciou a produção do seu primeiro álbum, intitulado “Escape From Nigthmare”, lançado no ano seguinte, no qual realizou uma turnê por diversos Festivais do Nordeste com esse registro. As temáticas das letras do CD são focadas em problemas sociais, que envolvem guerras, religião, insanidade e problemas existenciais, tudo na linha do Death/Thrash Metal. O grupo prevê para o futuro o lançamento do seu segundo álbum de estúdio, “The Last March”, com um som mais pesado e agressivo que o anterior.

Às 23h, sobe no palco na Praça Antenor Navarro a tão esperada banda, ícone do punk nacional, Ratos de Porão, formada em 1981. Nesses mais de 30 anos, a formação do grupo sofreu algumas mudanças e hoje conta com João Gordo, Jão, Boka e Juninho. Respeitado na cena punk – hardcore brasileira e mundial, Ratos do Porão pretende lançar, ainda em maio desse ano, o décimo sexto disco da carreira, “Século Sinistro”, gravado em São Paulo, no estúdio Family Mob, e que será lançado pelo selo Bruak. O disco trará a participação de Moyses Koslene, guitarrista da banda Krisiun, e de Atum, o porco de estimação do João Gordo.

O Circuito Cultural é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e do Movimento Varadouro Cultural, com o apoio de associações, coletivos culturais e casas de shows do Centro Histórico de João Pessoa. O evento começou no dia 24 de abril e segue até 11 de maio, com programação gratuita de quinta-feira a domingo.

Secom JP