Karina Cedeño

A partir de hoje, o processo de visto estudantil para a Austrália passa a exigir novas regras, que foram estipuladas com o objetivo de facilitar a entrada de estudantes no país. Dentre as mudanças, estão a exigência de conhecimentos em inglês, antes não obrigatória, e o aumento da renda disponível para comprovação. Confira abaixo cada uma delas, explicadas pelo gerente de Produtos da Global Study, Pablo Pereira.

  • Extinção das subclasses – todos os vistos de estudos, antes divididos em oito subclasses diferenciadas pelo tipo de curso (ensino médio, ensino superior, cursos de idiomas e cursos vocacionais), serão parte de uma única classe, a 500. Estudantes que já possuem um visto válido de subclasse 570 a 576 permanecerão com o mesmo, migrando para a nova classe somente na próxima renovação.
  • Solicitações on-line – todos os protocolos de visto passarão a ser on-line, inclusive para os estudantes de cursos vocacionais e de estudos de idiomas, que antes eram realizados em papel. Mesmo com essa mudança, todos ainda serão avaliados pela Embaixada em Brasília.
  • Novos critérios de avaliação – passa a haver uma nova estrutura de risco único, que se aplica a todos os estudantes internacionais e substitui os atuais níveis usados na avaliação. O risco é definido por uma combinação de fatores, como o país de origem do estudante e a escola escolhida na Austrália.
  • Todas as instituições educacionais serão avaliadas e pontuadas pelo governo australiano. O que significa que os estudantes que forem aceitos pelas instituições que tiverem as melhores notas terão, a princípio, que demonstrar menos documentos comprobatórios de recursos financeiros e de proficiência em inglês, o que facilitará o processo para estudantes com menor risco.
  • Comprovação de renda – os valores para a comprovação de renda aumentaram em relação aos valores de antes, mas também serão oferecidas novas alternativas para a comprovação.
  • Os estudantes devem ter a capacidade de se manter com recursos próprios ou de parentes durante toda sua estadia no país, o que significa que, mesmo tendo permissão para trabalhar, ele terá que comprovar sua renda, uma vez que a jornada se limita a 40 horas a cada duas semanas e não tem como objetivo garantir sua sobrevivência, mas sim melhorar sua experiência cultural no país.
  • Com o novo método, embora o valor tenha aumentado, a imigração introduziu uma nova forma de comprovação, através do acesso à renda, que implica a evidência de disponibilidade a um valor anual superior a 60 mil dólares australianos. Nesse caso, são aceitos como suporte apenas documentos de pais ou cônjuges. Se não for viável comprovar esse acesso à renda anual, a opção permanece ser comprovar renda disponível suficiente.
  • O valor que o estudante precisa comprovar possuir para resgate imediato em conta passará a ser 1,6 mil dólares australianos por mês de estadia ou 19,8 mil dólares australianos por ano.
  • Proficiência em inglês – estão isentos dessa medida os seguintes perfis:
  1. Estudantes de cursos de idiomas de qualquer duração, full time de high school, pesquisa e pós-graduação ou patrocinados pelo governo;
  2. Estudantes que completaram mais de cinco anos de estudo na Austrália, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul ou Irlanda;
  3. Cidadãos ou portadores de passaportes do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia ou Irlanda;
  4. Estudantes que já tenham completado um curso de inglês no nível Senior Secondary ou Certificate IV nos últimos dois anos antes de solicitar o visto.

Os demais, dependendo da instituição de ensino australiana em que foram aceitos, deverão comprovar seu nível de inglês por meio de um teste oficial, aceito pela imigração (IELTS ou TOEFL, por exemplo) e realizado nos dois últimos anos.

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