Airbnb aposta no turismo rural

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Um moinho de vento convertido em hospedagem, disponível no Airbnb no Reino Unido - Johnathan Clover / Airbnb/Divulgação

Relatório do site aponta tendência de hospedagens em áreas longe de centros urbanos

Normalmente relacionado às grandes cidades, o Airbnb está investindo no turismo rural. É o que aponta um relatório apresentado pelo site de aluguel por temporada nesta terça-feira, segundo o qual vem crescendo a oferta e a busca por hospedagens nesse modelo em áreas afastadas dos grandes centros urbanos.

O documento traz os resultados de uma pesquisa em 12 países: Brasil, Argentina, Austrália, Canadá, França, Itália, Japão, Coreia, Espanha, Taiwan, Irlanda e Índia. Em todos eles há crescimento na presença do Airbnb em zonas rurais, onde os anfitriões receberam mais de 9,4 milhões de hóspedes e tiveram um ganho de US$ 1,1 bilhão no último ano.

Na América Latina, por exemplo, o número de hóspedes e anfitriões longe das grandes cidades triplicou de 2015 para 2016. Resultado semelhante se deu no Brasil: as chegadas de turistas em áreas rurais passaram de 27,8 mil em 2015 para 94,4 mil em 2016, e os rendimentos dos anfitriões foi de R$ 8,3 milhões para R$ 25,2 milhões no período.

Na vizinha Argentina, os números também mostram que o aluguel por temporada tem se tornado uma importante alternativa de hospedagem. O número de hóspedes quadruplicou de 2015 para 2016: de 5.600 para 22.300.

O relatório indica também as características dessas zonas rurais que mais atraem os visitantes. No Brasil, por exemplo, o foco é o ecoturismo, e um perfil recorrente é o de propriedades como a do casal Daniel e Adhara Luz, uma casa integrada à floresta em Alter do Chão, Pará. Já na Argentina, o turismo rural está mais relacionado à vida no campo, com muitas ofertas de estancias, fazendas, ranchos e sítios, muitas vezes em lugares onde não há alternativas “oficiais” de hospedagem.

Na França, o número de anúncios de propriedades rurais cresceu 88% no período do estudo, que coincidiu com a campanha “Maisons de France” do Airbnb, para promover a hospedagem em áreas originalmente dedicadas à produção agrícola, tão comuns naquele país.

Ação semelhante foi feita na Itália, com uma campanha “Pequenos vilarejos”, chamando os turistas para fora das cidades mais populares. Um dos exemplos é Civita di Bagnoregio, na Província de Viterbo, um vilarejo histórico que chega a ter apenas seis residentes no inverno e que tem casa para alugar no site.

O Globo