Os dois aeroportos, no Rio e Minas Gerais, terão investimento bilionário. Concessionárias deverão cumprir um ambicioso programa de melhorias.

Mais dois grandes aeroportos brasileiros passaram na segunda-feira (11) para a iniciativa privada: os do Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais. As concessionárias, com participação minoritária da estatal Infraero, têm que cumprir um rígido e ambicioso programa de melhorias nos dois aeroportos.

O aeroporto de Confins, durante a Copa, melhorou iluminação, esteiras de bagagem e elevadores, mas o terminal ainda está em obras. “Já foi uma evolução boa, comparado ao que era antes”, diz o economista Rodrigo Lopes.

A BH Airport assume agora o aeroporto com o desafio de implantar um novo terminal, para dobrar o número de passageiros e ampliar o pátio de aeronaves.

A concessionária que assume o Galeão, no Rio, terá de entregar até abril de 2016 novas instalações de embarque e desembarque, ampliação do pátio de aeronaves para duplicar a capacidade e adequar as instalações de carga para as olimpíadas. O custo disso não poderá ser cobrado dos passageiros.

Os investimentos que serão feitos não terão nenhum impacto nas tarifas aeroportuárias”, diz Luiz Rocha, presidente da concessionária Rio-Galeão.

Outros três aeroportos do país também deixaram de ser administrados pela Infraero e foram assumidos por consórcios, em 2012.

Para explorar os terminais por prazos que variam entre 20 e 30 anos, as concessionárias tiveram de fazer melhorias nos aeroportos. Agora, a Anac está avaliando as reformas, e pode aplicar multas para quem descumpriu o contrato.

No Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e no Juscelino Kubitschek, em Brasília, as obras foram entregues no prazo. Já o aeroporto de Viracopos, em Campinas, em São Paulo, foi notificado pela agência porque não conseguiu cumprir alguns prazos. A concessionária disse que vai se manifestar no prazo legal que expira em 28 de agosto.

Perdendo receitas por conta do programa de concessões, a Infraero quer recursos do governo para um programa de transferências e aposentadoria de funcionários.

A Secretaria de Aviação Civil estuda um programa de demissão voluntária para a Infraero, e 800 servidores já teriam interesse.

G1
Foto: Divulgação