por Rose Lucena

Não há nada melhor do que uma boa viagem, não é? Viajar faz bem e traz experiências imensuráveis, além de uma bagagem cultural que levamos para vida.

Recentemente, em minhas férias de verão, estive na Holanda e não poderia deixar de visitar a cidade de Amsterdã que tanto encanta os turistas de todas as partes do mundo.

Amsterdã é a capital constitucional maior do Reino dos Países Baixos e,  muito embora a sede do governo holandês seja Haia,  é a mais visitada em toda a Holanda. Seu nome deriva justamente do Rio Amstel, datado do final do século XII. Na idade média, as casas eram construídas de madeira, restando hoje pouquíssimas habitações nesse estilo.

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Em 1585-1672 deu-se o pico comercial de Amsterdã onde, durante esse período, passou a ser um centro econômico a nível mundial, devido ao seu desenvolvimento no mercado, na época. Com o ataque dos franceses e holandeses em 1672, a cidade passou por uma crise gigantesca, o que causou o declínio da República Holandesa. Porém, a cidade conseguiu manter-se firme, principalmente no mercado imobiliário, investindo na construção de casas, tanto para a nobreza como para as classes mais baixas, no período compreendido entre 1672-1795. Após 1840, Amsterdã voltou a expandir-se e com a sua riqueza veio também o crescimento populacional.

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Um pouco de História nunca é demais, não é? Principalmente, quando se trata   de turismo. Aconselho sempre aos meus queridos leitores a fazerem uma pesquisa antes de visitarem um determinado local, pois isso é de suma importância para quem deseja centrar-se um pouco mais no local.

A cidade frenética e solar com suas ruas que abrigam prédios bem característicos do local fala por si, já que revela sua história por meio da arquitetura, que tenta adequar-se aqui e acolá aos padrões mais modernos. Nunca vi tanta jovialidade e tanta alegria naquele vai-e-vem de bicicletas, que parecem não acabar mais. É simplesmente um encanto!

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O povo é simpático e receptivo e o turista é muito bem recebido. Tem sempre alguém cordial pronto para ajudá-lo. Muito embora a língua seja um obstáculo a ser vencido, o inglês é sempre muito bem-vindo e o visitante pode deslocar-se tranquilamente de um ponto ao outro sem nenhum problema.

Não tenho como não descrever a emoção de ter estado no Museu  Van Gogh e ter me deliciado com aqueles girassóis brilhantes que pareciam saltar da tela, que, diga-se de passagem, são enormes. Nada como ler a sua biografia antes e entender,  a partir de sua tela, seus dilemas, sua arte, o seu amor pela gente simples do campo e a ótica com que retratava a si mesmo. Vale muito o investimento para visitar o museu!

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A atenção que o turista deve ter é que, caso compre o seu bilhete de entrada pela internet, deve ir ao prédio que fica ao lado do museu para trocá-lo pelo bilhete de entrada no Museu. Lembrando que, como sempre, fotos não são permitidas dentro dos complexos que abrigam as obras do artista. Respeitar as normas é uma questão de educação e bom senso. A foto abaixo foi tirada em um ambiente  onde as obras podem ser fotografadas.

O passeio de “boat” é simplesmente maravilhoso e também pode ser prenotado pela internet, mas aconselho aos interessados de comprarem  o bilhete na hora. São vários os postos espalhados pela cidade e pelos arredores do museu, onde você pode comprar o seu bilhete e desfrutar de um passeio maravilhoso pelos canais de Amsterdã. Caso compre pela internet, você corre o risco de ter que trocar o seu bilhete em um ponto longe, o que é inviável para o turista. Compre na hora o seu bilhete e faça o seu passeio tranquilamente pelos canais do Amsterdã.

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A cidade é bem provida de meios de transportes, mas atenção redobrada com o fluxo de bicicletas nas avenidas, ruas e ruelas. Em terra onde bicicleta é o principal meio de transporte, estacionamento custa muito caro. Caso você opte em ir à Amsterdã de carro, prepare o bolso e um navegador para encontrar um estacionamento a céu aberto, já que os privados custam muito e, após um certo horário, não tem absolutamente ninguém que possa fornecer informações. Quanto ao pagamento,  tudo é feito por cartão de crédito; porém, no meu caso, a língua atrapalhou muito.  Então, tenha bastante atenção, caso opte em ir de carro.

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À noite, a cidade ganha mais vida e a juventude que predomina toma conta das ruas, dos canais e dos bares, que são uma gracinha.   Indico a cerveja e, para quem gosta dela de fato e de verdade, tem Bavária por lá, que é simplesmente uma delícia. Achei-a  muito delicada. Lembrando que o Ice Bar é point não só para turistas, mas para a comunidade local e você pode comprar a entrada nos inúmeros pontos de vendas espalhados pela cidade. Esses pontos fornecem pacotes para o Ice Bar.

Nada como um bom passeio pelas ruas, quando o sol deixa de dar o ar de sua graça para que lua possa anunciar mais uma noite que ilumina as águas dos canais de Amsterdã. Aproveite a noite nos barzinhos e para encante-se ainda mais com a beleza única dessa cidade que atrai pessoas do mundo inteiro. A cidade é simplesmente maravilhosa!

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Alla prossima!

Imagens, direto da Itália

 

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Rose Lucena
Rose Lucena é paraibana, natural de João Pessoa, formada em Produção Publicitária pela Fatec-PB. É especialista em Marketing Empresarial, tendo sua carreira iniciada com a realização de um Projeto de Turismo Pedagógico Exploradores do Saber para uma das maiores empresas de receptivo no Brasil. O projeto, voltado exclusivamente para a rede educacional avaliado como uma das maiores iniciativas na área do turismo pedagógico. Técnica em Turismo e amante da História, Arte e Cultura, relatou uma de suas experiências para a revista Travel Ace Brasil, a convite do Diretor de Social Media Marketing da empresa no ano de 2010. Em 2012, mudou-se para Milão, Itália, onde iniciou a cursar Fashion Communication, que a possibilitou participar de eventos internacionais como o maior evento mundial de moda, o Milano Fashion Week. Curiosa por natureza, aventura-se em descobrir além do trivial e não dispensa uma boa viagem. Há anos atua no turismo como Blogger - desde sua formação como Técnica do Turismo -, onde conta suas experiências e coberturas de eventos aos seus leitores. Casada com o turismólogo Marco Lambertini, fluente em língua inglesa, italiana e alemã, convida todos a mergulharem em suas aventuras pelo continente europeu.